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Crise alimentar afecta mais de 150 famílias no Niassa

Pelo menos 153 famílias dos povoados de Naulala, Mecula-sede e Gomba, no distrito de Mecula, província do Niassa, estão a enfrentar crise alimentar em consequência da queda irregular de chuvas e inundações provocadas pelos rios Naulala e Chiulezi, que devastaram 48 hectares de culturas diversas, para além de outros 5,7 hectares destruídos por animais de pequeno e grande porte.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, esta informação foi prestada pelas autoridades locais ao governador David Malizane, que semana passada trabalhou naquele distrito. Como resultado das inundações e ataque de animais, ficaram perdidas 87,2 toneladas de culturas alimentares diversas, nomeadamente milho, arroz, e mandioca. Para minimizar a situação, a delegação provincial do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades Naturais (INGC) disponibilizou seis toneladas de milho e 120 litros de óleo alimentar, produtos que foram distribuídos por 80 famílias de Naulala. Aguarda-se a resposta do INGC para o socorro às 73 famílias residentes em Gomba.

O distrito de Mecula, com 14.524 habitantes, segundo o censo populacional de 2007, fica localizado na zona tampão da reserva do Niassa e, como consequência da sua localização, tem sido assolado pelo conflito homem/animal.

Entretanto, o governador David Malizane minimizou a situação ao afirmar que via a questão da crise alimentar de duas formas, nomeadamente de um grupo de pessoas que, ao invés de prepararem os seus campos, passam a vida a dedicar-se a sessões de copos e só se recordam do cultivo quando a chuva cai; o outro grupo é o de pessoas que ficam empenhadas na preparação dos seus campos e lançam as sementeiras na devida altura, mas, por vários factores, nomeadamente o ataque das culturas por animais, inundações ou seca, acabam por não ter uma produção desejável. De qualquer modo, “o Governo vai fazer um levantamento para ver quais são as principais necessidades e se podemos intervir de imediato, razão pela qual trouxemos o delegado do INGC”, disse David Malizane a jornalistas.

O jornal Diário de Moçambique apurou que algumas famílias que ainda não beneficiaram de apoio alimentar socorrem de mangas que nesta altura estão ainda na sua fase de maturação. Em Mecula, na campanha agrícola 2010/2011 foram trabalhados 5.437 hectares de terras, contra 5.273,9 da campanha anterior, o que representou um aumento de três por cento. Em termos de produção, foram alcançadas 11.295,4 toneladas de produtos alimentares diversos, representando um crescimento de seis por cento em relação à época anterior.

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