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Crianças são a maioria entre deslocados do conflito na RCA

Dos cerca de 800 a 900 mil deslocados do conflito na República Centro-africana (RCA), 60 porcento são crianças, revela um relatório da Comissão da União Africana a que teve-se acesso, quinta-feira (30), em Addis Abeba.

O documento submetido à 416ª reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA a nível de chefes de Estado descreve a situação humanitária na RCA como “é catastrófica” com cerca de 500 mil deslocados na capital, Bangui, dos quais 100 mil na zona do aeroporto.

Enquanto isso, mais de 72 mil Centro-africanos refugiaram-se nos países vizinhos desde o início dos confrontos em Dezembro de 2013, e a insegurança torna difícil o encaminhamento regular da ajuda humanitária para as populações afectadas.

Para responder às necessidades humanitárias nos próximos três meses, as agências humanitárias lançaram um apelo para a mobilização de 152 milhões de dólares americanos, indica o relatório assinado pela presidente da Comissão da UA, Nkozasana Dlamini Zuma.

Zuma admite que a situação de segurança continuou a registar melhorias na capital, Bangui, particularmente depois da cimeira extraordinária da CEEAC (Comunidade Económica dos Países da África Central), de 10 de Janeiro de 2014, que ditou a demissão do então Presidente de Transição, Michel Djotodia, e a eleição da sua sucessora Cathrine Samba-Panza.

Porém, ressalva que a situação permanece “volátil” na maior parte do território da RCA. A presidente da CUA diz acreditar contudo que os esforços em curso para garantir a segurança do corredor que liga a RCA aos Camarões, principal via de aprovisionamento da RCA, permitirão retomar a fluidez das trocas comerciais entre os dois países através do porto camaronês de Doualá.

Lembra que os confrontos entre as milícias antibalaka e ex-Seleka provocaram graves violações dos direitos humanos, nomeadamente assassinatos, ameaças de morte e outros actos de intimidação, prisões e raptos assim como pilhagem e destruição de bens.

A violência interreligiões provocou várias centenas de mortes e deslocações maciças das populações desde 15 de Dezembro de 2013, e a insegurança, combinada com a estigmatização de algumas comunidades, obrigou várias comunidades estrangeiras a abandonar a RCA, conclui Zuma.

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