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Crianças desfavorecidas celebraram o Dia de Mandela

O adolescente Ilídio Júlio Mambo é invisual, mas, em virtude da acção da Associação Cultural Muodjo, o miúdo aprendeu o processo de escrita para cegos designado Braille, nome do seu inventor, e frequenta a sexta classe. Arranhando o inglês, no dia 18 de Julho, desejou um ‘happy birthday’ a Mandela. O seu sonho é ser advogado. Será que no seu país há condições para concretizá-lo?

Entre as pouco mais de 100 crianças que, no dia 18 de Julho, se associaram às festividades da celebração dos 95 anos de nascimento de Nelson Mandela, no Alto Comissariado da África do Sul, na residência Khayalethu, em Maputo, Ilídio Júlio Mambo é apenas um exemplo de crianças cujos sonhos, até a data em que se juntaram à Associação Cultural Muodjo, eram uma autêntica miragem.

Naquele dia, além de aprenderam algo sobre a vida e os feitos de Nelson Mandela, o humanista que acredita que “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, as crianças desfavorecidas tiveram experiências especiais.

Além de manifestações artístico-culturais como a música, a dança e a exposição de filmes sobre Madiba, os envolvidos nas festividades do Dia de Mandela, incluindo os petizes, praticaram várias modalidades desportivas desde o futebol, o voleibol, o atletismo até uma marcha de cerca de 10 quilómetros no recinto da Khayalethu.

A Associação Cultural Muodjo, que há três anos participa na iniciativa, fez da mesma uma oportunidade “para mostrar que o seu trabalho – a reinserção social das pessoas desfavorecidas e crianças da rua – desenvolvido na Casa Escola O Molho que a Nossa Mãe Preparou, está a ser valorizado, fora do país e está a gerar impactos positivos.

De acordo com Osvaldo José Lourenço, o líder da Associação Cultural Muodjo, “a nossa aparição nas festividades dos 95 anos de Mandela significa que, como temos dito, ninguém vive para si mesmo. Nelson Mandela é uma pessoa de coração aberto”.

Nelson Mandela é pela paz. Por isso, o mundo – a sociedade moçambicana, os meninos de rua, as crianças que já ouviram falar desta personalidade embora sem muita propriedade – têm a oportunidade de prestar uma singela homenagem à sua figura, aprendendo algo de si. É nesta personalidade, nos seus feitos e experiências, que crianças como Ilídio, apesar de viverem em situação deplorável, aprendem, desde cedo, a aspirarem a ser os homens de amanhã.

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