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Crianças de Tete praticam o básquete como actividade física

De segunda a sexta-feira, num dos campos da cidade de Tete, 140 petizes, de 12 a 14 anos de idade, juntam-se, para os treinos de basquetebol e aos sábados competem. Segundo um dos monitores das futuras estrelas da “bola ao cesto”, no conjunto há novos talentos que são uma “promessa” para as altas competições nacionais da modalidade. Os meninos, que conciliam os treinos com a escola, consideram a ocupação uma actividade física e não propriamente desportiva.

As crianças em alusão fazem parte de um projecto chamado mini-básquete patrocinado pelo Millennium bim. Elas declararam que os progenitores estimulam o que fazem porque reconhecem a importância do desporto na promoção de um estilo de vida saudável.

Aliás, em Tete ficámos a saber dos próprios petizes que há professores, em particular da disciplina de Educação Física, que dizem sempre, nas suas aulas, que a actividade física regular fornece aos jovens inúmeros benefícios para a saúde e quanto mais um indivíduo exercitar menor será a probabilidade de contrair doenças e enveredar pelo consumo de drogas.

Apurámos ainda que alguns meninos irão fazer parte de equipas que vão representar a província de Tete nos XI Jogos Desportivos Escolares, que terão lugar de 20 a 29 de Julho próximo naquela região do país, sob o lema “Façamos dos Jogos Escolares uma Base do Desporto Nacional”.

Manuel Dinis é um dos responsáveis pelos treinos dos meninos. De acordo com ele, os atletas trabalham divididos em 12 grupos acompanhados por diferentes monitores. “O nosso objectivo é descobrir e formar novos talentos, contribuir para a promoção da prática desportiva de jovens, especialmente de crianças, promover a saúde e revitalizar o basquetebol infantil na província de Tete”.

“Palmo a palmo estamos a formar artistas da bola ao cesto. Há quatro anos treinamos crianças e, neste momento, pensamos nos Jogos Desportivos Escolares que vão decorrer na nossa província. É nossa obrigação fazer uma boa prestação, sobretudo porque se trata de um evento que vai acontecer pela primeira vez em Tete desde que os Jogos Escolares passaram a fazer parte do calendário de actividades das instituições de ensino”, explicou o nosso entrevistado.

Manuel contou-nos ainda que não tem sido fácil dirigir mais de uma centena de petizes, porém, os pais e encarregados de educação acompanham os meninos até aos campos de treino, facto que dá alento aos organizadores do projecto mini-básquete e mostra que os menores são incentivados a dedicar os seus tempos livres a actividades que garantem o seu desenvolvimento físico e psicológico saudável.

O nosso interlocutor disse, também, que o grande problema que os atletas de Tete enfrentam, neste momento, é a falta de infra-estruturas desportivas em condições para todas as modalidades. Contudo, com a reabilitação de alguns pavilhões, tais como os das Escolas Secundária de Tete e Primária de Matundo há esperança de que alguma coisa mude para o melhor.

O técnico queixou-se ainda da falta de transporte para os meninos. “O esforço dos pais e encarregados de educação faz com que a ausência de meios circulantes não seja notória. Por isso, o empenho deles cativa-nos.”

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