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Crédito malparado está aumentar

Algumas empresas moçambicanas não estão a honrar os seus compromissos com a banca comercial doméstica, em termos de amortização dos seus empréstimos, cenário que está a fazer crescer o crédito malparado em Moçambique para 3,5% no primeiro semestre de 2013, contra 2,6%, em 2011, e 3,6%, em 2012.

Solicitado a explicar as razões desta situação, o administrador e porta-voz do Banco de Moçambique (BM), Waldemar de Sousa, reconheceu que “algumas empresas não têm, de facto, estado a amortizar as suas dívidas com a banca e que tudo está a ser feito para fazer com que elas honrem as datas de pagamento”.

Acrescentou que a banca está em primeiro lugar a negociar com os devedores o pagamento para depois recorrer à cobrança coerciva no caso de a primeira medida não surtir efeitos desejados. Revelou, contudo, que o nível atingido do crédito malparado não é insustentável e que tudo está a ser feito para a situação voltar à normalidade.

Competitividade do sistema bancário Convidado a comentar a afirmação do Fundo Monetrário Internacional (FMI) de que o sistema financeiro moçambicano não é competitivo por o mercado estar a ser dominado apenas por quatro grandes bancos, Waldemar de Sousa disse que a situação vai mudar “dentro em breve” com o surgimento de mais um banco no grupo dos maiores de Moçambique.

“Mas que não há competitividade não acredito, pois estes bancos fazem tudo por tudo para melhorar a prestação dos seus serviços aos clientes”, ajuntando que a situação seria pior se apenas houvesse um único banco neste grupo.

Refira-se, entretanto, que o número de sucursais de instituições de crédito cresceu de 228, em 2005, para 502, em 2012, e o rácio crédito-PIB aumentou de 13,2% para 28,8%, naquele período, enquanto a proporção de adultos com uma conta bancária aumentou para 20%, em 2012.

No fim do mesmo ano, o sector era constituído por 18 bancos, nove micro-bancos, sete cooperativas de crédito, 11 instituições de poupança e crédito, 202 operadores de microcrédito, uma instituição de moeda electrónica e 3051 agentes de serviços bancários móveis.

Estudos recentes do banco central moçambicano sobre o índice actual da inclusão financeira no país concluíram que há sinais de maior inclusão financeira nos últimos anos, devido, em parte, à expansão da rede de sucursais e melhorias no acesso às telecomunicações e electricidade nas zonas rurais desprovidos destes serviços.

Concluíram ainda que o índice de inclusão cresceu de 9,2%, em 2005, para 13,1%, em 2012, com o aumento de 2011 justificado pelo surgimento dos serviços bancários móveis.

Contudo, a cidade de Maputo tinha, em finais de 2012, um índice de inclusão financeira muito elevado de 91,8%, enquanto o acesso aos serviços financeiros noutras províncias permaneceu muito reduzido.

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