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Corte do Barein rejeita apelação contra prisão de líderes do levante

Uma corte civil do Barein confirmou, esta Terça-feira (4), as sentenças de prisão de líderes do levante contra o regime do país, ano passado.

A decisão que poderá reduzir as perspectivas do governo para conter a persistente revolta e avançar em reformas no país, um importante aliado dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico.

Um promotor público afirmou que alguns dos líderes do levante estavam em “constante contacto para informações de inteligência” com o Irão e o Hezbollah, grupo libanês xiita aliado do governo iraniano.

O Barein, sede da Quinta Frota dos EUA, vive em turbulência política desde que um movimento de protesto dominado pela maioria muçulmana xiita irrompeu em Fevereiro de 2011, durante uma onda de protestos contra governos autoritários no mundo árabe.

O país é governado pela família Al-Khalifa, muçulmana sunita, e suprimiu o levante por meio da imposição da lei marcial e com a ajuda de tropas da vizinha Arábia Saudita, mas os protestos depois foram retomados, com confrontos diários entre xiitas e a polícia.

Os veredictos, inicialmente emitidos por uma corte militar contra 21 homens, entre os quais sete julgados à revelia, incluem oito penas de prisão perpétua.

Treze permanecem detidos e um foi libertado. Os advogados da defesa disseram, esta Terça-feira, que poderão apelar da sentença.

Os 20 acusados tornaram-se heróis no país e o movimento pela sua inocência poderá revigorar os protestos e a exigência de que o Parlamento tenha poderes para legislar e formar o governo. Os xiitas do Barein queixam-se de discriminação, o que o governo nega.

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