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Corrupção aumenta no sector de saúde

Flávio Wate, director provincial de Saúde, em Nampula disse que a sua instituição tem vindo a registar um aumento do número de casos de corrupção, com maior incidência nas unidades sanitárias.

De acordo com Wate, os casos registados traduzem-se em favoritismo no pagamento de ajudas de custo, atribuição de bolsas de Estudo, acordos de subfacturação, cobranças ilícitas no atendimento dos doentes, sobretudo nas maternidades e serviços de consultas, venda de cartões de peso e de vacinação de menores, inexistência de calendarização dos motoristas, furto de combustíveis e de medicamentos, abandono de postos de trabalho sem justificações consistentes, entre outras infracções. A fonte referiu, por outro lado, que de Janeiro a esta parte foram registados 57 casos, cujos processos disciplinares se encontram, ainda, em tramitação, contra 55 do ano anterior.

De acordo, igualmente, com o nosso interlocutor, alguns dos autores destes casos foram encaminhados à barra do Tribunal, enquanto que outros foram alvos de medidas administrativas que culminaram com expulsões, rescisões de contratos, entre outras. Agora, para inverter o cenário, o sector de saúde tem vindo a efectuar inspecções periódicas e relâmpagos nas unidades hospitalares e outros serviços de apoio, no âmbito do combate cerrado contra a corrupção naquela instituição estatal. A iniciativa do sector de Inspecção foi antecedida de acções de sensibilização aos funcionários no sentido de desencorajá-los daquelas práticas que põe em causa a imagem da instituição, que é relacionada por alguns funcionários pelos baixos salários que auferem.

Entretanto, segundo Flávio Wate, grande parte de casos de corrupção registados no sector da saúde foram protagonizados por indivíduos com posições e cargos privilegiados, e que auferem ordenados fabulosos. A maior desses casos derivam do próprio carácter de funcionários que acabaram por adquirir tais hábitos degradantes. É por essa razão que temos vindo a investir mais na prevenção para que casos do género se estanquem nos próximos tempos.

Disse Wate. Por seu turno, Hermínia Gustavo, directora do Gabinete regional norte de Combate à Corrupção, falando a propósito, reconheceu a existência de casos de corrupção na função pública, em que a saúde surge como a que mais casos registou ao longo do ano, pese embora nem todas as ocorrências tenham dado entrada naquela instituição. A fonte referiu, contudo, que, com a reforma em curso do sector público, a província de Nampula, sobretudo o sector de saúde, poderá vir a reduzir o registo de casos de corrupção.

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