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Continua actual desafio de sindicalizar os trabalhadores

A organização dos trabalhadores Moçambicanos – Central Sindical (OTM-CS) celebrou terça-feira o seu 33º aniversário reiterando que continua actual o desafio de sindicalizar ainda mais os trabalhadores, como forma de dar mais forca a luta pela defesa dos seus direitos laborais. Segundo o presidente desta agremiação, Carlos Mucareia, que falava a AIM depois da deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis moçambicanos, ainda há muito trabalho por fazer, pois muitos trabalhadores ainda não aderiram ao movimento sindical. Mucareia destacou a importância dos sindicatos, frisando que a filiação dos trabalhadores aos sindicatos facilita a defesa dos seus direitos e interesses no seu local de trabalho. “Nem todos os trabalhadores do país estão sindicalizados.

Esse é um desafio que deve ser realizado através do Sindicatos, porque os trabalhadores estão organizados segundo o ramo de actividade e é lá onde os trabalhadores podem encontrar a defesa dos seus direitos”, referiu.

Mucareia disse que há muita injustiça laboral em Moçambique e para minimizar esta situação a OTM tem vindo a incentivar a celebração de acordos colectivos para salvaguardar os interesses dos trabalhadores, bem como das empresas. Para o presidente da OTM, os acordos colectivos “permitem reduzir os conflitos de trabalho porque os interesses dos trabalhadores estão salvaguardados e quando isso ocorre as empresas produzem”.

“O nosso desafio é continuar a trabalhar para a consolidação dos acordos colectivos para reduzir conflitos”, frisou, referindo que no ano passado foram registados cerca de três mil conflitos laborais. A maior parte dos mesmos ocorreram no sector de protecção e segurança. A OTM celebra o seu 33º aniversário numa época conturbada para os trabalhadores moçambicanos, uma vez que devido a crise financeira internacional alguns perderam os seus empregos e outros estiveram e/ou estão na iminência de cair no desemprego. Porém, os trabalhadores já viveram momentos piores.

Quando iniciou o processo de privatizações no país, devido a reestruturação económica, muitas empresas, fábricas e industrias faliram, colocando no desemprego milhares de pessoas e deixando na pobreza famílias inteiras. A maior parte dessas unidades produtivas continuam encerradas e os antigos trabalhadores ainda esperam a compensação pelos anos de trabalho despendidos.

Porque o tempo passa e as condições de trabalho e o contexto social mudam, os trabalhadores enfrentam um grande desafio: o da competitividade. Hoje, mão-de-obra qualificada é a principal aposta dos empregadores.

Para colocar os trabalhadores a competir de igual modo no mercado de trabalho, Mucareia disse que “nós temos estado a promover a formação dos nossos membros e exigimos que o patronato apoie a formação dos seus trabalhadores para garantir que eles continuem a corresponder aos desafios da empresa”. A OTM-CS é composta por um total de 15 sindicatos de vários sectores de actividades.

Esta agremiação surge na sequência da reunião de 13 de Outubro de 1976 do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, e representante dos trabalhadores de diversas empresas do país destinada a anunciar a constituição dos Conselhos de Produção, organismos que constituíram a base para o surgimento do sindicalismo genuinamente moçambicano.

Esta reunião marcou o início de um movimento de ampla participação dos trabalhadores que destacou a criação da Comissão Nacional de Implementação dos Conselhos de Produção e a constituição de brigadas encarregues pela criação de estruturas de base.

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