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Conselho de Segurança da ONU aprova envio de monitores à Síria

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou por unanimidade o envio de até 30 observadores desarmados para a Síria para monitorar o frágil cessar-fogo do país.

A Rússia e a China juntaram-se aos outros 13 membros do Conselho e votaram a favor da resolução esboçada por países árabes e ocidentais. O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, porém, deixou claro que havia limitações para o tipo de ação da ONU que a Rússia poderia apoiar.

Forças sírias atacam Homs no terceiro dia de trégua

Forças leais ao presidente Bashar al-Assad atacaram neste sábado a cidade síria de Homs, matando uma pessoa, segundo ativistas da oposição. Foi a primeira vez que um ataque desse tipo ocorreu desde o início do cessar-fogo, há dois dias.

“Houve um ataque na última noite à parte antiga da cidade, em Jouret al-Shiyah e Al-Qarabis. E ouvi oito estrondos na última hora”, afirmou Karm Abu Rabea, ativista que vive em um bairro próximo. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede na Grã-Bretanha, afirmou que o ataque matou uma pessoa e deixou vários feridos.

O ativista Walid al-Fares mostrou à Reuters imagens de uma espessa coluna de fumo subindo ao céu perto de uma mesquita, e afirmou que as forças sírias fizeram uso de morteiros e armas de fogo. Uma fonte da oposição, que pediu anonimato por temer retaliações do seu próprio grupo, afirmou que o ataque do Exército ocorreu depois que rebeldes armaram uma emboscada a tropas do governo na cidade na noite de sexta.

Violência em Aleppo

A agência de notícias estatal síria SANA e grupos oposicionistas trocaram acusações neste sábado por um tiroteio na cidade de Aleppo, que deixou três feridos, de acordo com o Observatório. “Grupos terroristas armados espalhados em Hay al-Etha abriram fogo aleatoriamente e atacaram propriedades públicas e privadas”, afirmou a SANA. A agência informou também que os “terroristas armados” mataram duas pessoas neste sábado nas cidades de Deir al-Zor e Deraa, e que sequestraram um coronel do Exército na cidade de Hama.

A esperança de que a trégua pudesse acabar com os ataques que amedrontaram os manifestantes por meses acabou quando forças leais a Assad mataram a tiros cinco deles após as orações de sexta-feira, disseram ativistas.

A ONU calcula que as forças de Assad já mataram mais de 9.000 pessoas desde o início da revolta. Autoridades culpam militantes apoiados pelo exterior pela violência e alegam que eles já mataram mais de 2.500 soldados e policiais.

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