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Confronto entre tropas turcas e militantes curdos deixa 26 mortos

Soldados turcos e militantes curdos entraram em confronto, esta Terça-feira, na batalha mais intensa do conflito separatista, este ano, com 26 combatentes mortos em três postos do Exército no sudeste do país, afirmaram as autoridades e fontes da segurança.

Até 100 militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) lançaram ataques simultâneos de manhã nos postos militares de observação na província de Hakkari, perto da fronteira montanhosa com o Iraque, matando oito soldados e ferindo 19, disseram as fontes.

Em confrontos subsequentes, as tropas turcas mataram 18 militantes do PKK, afirmou o gabinete do governador de Hakkari.

Os ataques aconteceram num momento de novos esforços na Turquia para lidar com as queixas da minoria curda a fim de acabar com o conflito que tem aterrorizado a região por três décadas.

“Eu amaldiçoo este ataque tenebroso”, disse o presidente Abdullah Gul em comunicado. “O grupo terrorista quer sabotar a atmosfera de confiança e estabilidade e está a continuar com os seus ataques sangrentos e desumanos”.

O chefe do partido turco pró-curdos Paz e Democracia (BDP), cujos membros são frequentemente acusados de terem laços com os rebeldes, fizeram um pedido contundente para que o PKK acabe com as hostilidades.

“O PKK precisa de parar com todos os tipos de actividade armada. O governo também deve interromper as operações militares. Deixe que eles deem uma chance à solução política”, disse o presidente do BDP, Selahattin Demirtas, a uma reunião do grupo parlamentar do partido.

Os militantes começaram os ataques coordenados com lançadores de foguetes e disparos de fuzis contra os postos e o embate continuou durante o dia, informaram as fontes.

Acredita-se que os militantes atravessaram a fronteira do norte do Iraque. Diversos milhares de combatentes do PKK vivem em esconderijos nas montanhas no norte do Iraque, de onde eles regularmente lançam ataques contra alvos do governo, principalmente na região de maioria curda no sudeste da Turquia.

O general chefe das Forças Armadas Necdet Ozel foi às pressas à região junto com comandantes das forças terrestres e da polícia paramilitar, informou a imprensa turca. O ministro do Interior e o vice-primeiro ministro também foram ao local.

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