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Condições para o fabrico de pão de mandioca

A província de Nampula já está em condições para fabricar pão à base de mistura de farinhas de trigo e de mandioca. Mas, falta determinação e coragem por parte das entidades no sentido de avançar com o programa que tem como objectivo reduzir os custos elevados de aquisição do grão de trigo no mercado internacional.

Para além dos volumes de produção de mandioca estarem a crescer todos os anos e situarem-se, actualmente, em cerca de três milhões de toneladas por campanha, já se encontra na província o equipamento para o processamento daquele tubérculo, visando apurar farinha de qualidade para mistura com a de trigo. Segundo dados em nosso poder, o referido equipamento foi adquirido por um agente económico baseado no distrito de Ribáuè, que está, neste momento, a fazer o processamento da mandioca que os panificadores utilizam para o fabrico de pão naquela região. Cuja base de mistura é de 15 por cento de farinha de trigo por tonelada de farinha de mandioca, entre outros ingredientes.

Uma nova unidade agregada de um secador, pois, a mandioca é processada quando fresca para a produção de pão, está em vias de ser montada, igualmente, naquele distrito do interior, com o apoio do Instituto de Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Felismino Tocoli, governador de Nampula, que se mostra agastado com o atraso que se verifica no início deste programa, disse acreditar que o que está a concorrer para tal situação é a falta de cometimento e audácia por parte da comissão multisectorial criada para orientar os panificadores no sentido de avançar na produção do pão à base da mistura daquelas matérias primas.

De acordo com o governante, os agentes económicos envolvidos no processamento da mandioca só poderão acelerar a disponibilidade da matéria prima quando sentirem a pressão vinda dos panificadores, por isso se exige maior responsabilidade dos primeiros intervenientes na cadeia de produção. De referir que as experiências realizadas no fabrico de pão à base de mistura das farinhas de trigo e de mandioca por parte dos panificadores da cidade de Nampula com suporte técnico de um grupo de estudantes da Universidade Eduardo Mondlhane destacados para o efeito, apuraram que a qualidade do alimento é boa, justificando, por isso, a sua procura pelos consumidores.

O governante instou a direcção provincial da Indústria e Comércio no sentido de empenhar-se, sobretudo no tocante ao aconselhamento aos panificadores para arrancarem com a produção em escala de pão à base de mistura daquelas duas matérias primas, pois a intenção é aliviar os encargos com a importação de trigo bem como oferecer um produto de qualidade aos consumidores.

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