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Companhias aéreas adotam regra que exige presença de duas pessoas na cabine, após acidente nos Alpes

Algumas companhias aéreas apressaram-se nesta quinta-feira a mudar as suas regras para exigir que um segundo tripulante esteja na cabine das aeronaves a todo momento, horas depois de promotores franceses terem sugerido que o co-piloto do avião da companhia aérea alemã Germanwings isolou-se no cockpit e derrubou o seu avião intencionalmente.

Os EUA já exigem a presença contínua de dois tripulantes na cabine, mas muitos outros países não possuem a regra, o que permite aos pilotos deixarem o comando, como por exemplo para ir a casa de banho, desde que um piloto permaneça no controle.

Isso é precisamente o que os promotores franceses suspeitam ter acontecido no voo da Germanwings que caiu na terça-feira. Eles disseram que Andreas Lubitz, de 28 anos, trancou o capitão do lado de fora da cabine e depois pareceu ajustar os controles para que o avião chocasse contra uma montanha, matando todas 150 pessoas a bordo.

Companhias aéreas como a norueguesa Air Shuttle, a britânica easyJet, a Air Canada e a Air Berlin afirmaram horas depois do acidente terem introduzido uma exigência para que dois tripulantes estejam na cabine de comando a todo momento. O Canadá disse que iria impor a regra imediatamente a todas as suas companhias aéreas. “Tivemos muitos clientes preocupados”, disse um porta-voz da Air Berlin.

Companhias aéreas que já haviam implantado tais regras, como a Ryanair, apressaram-se em acalmar os seus clientes. Entre as companhias que não anunciaram a mudança nos seus regulamentos está a Lufthansa, proprietária da Germanwings e cujo presidente-executivo, Carsten Spohr, disse acreditar que a medida não é necessária.

“Não vejo qualquer necessidade de modificação de nossos procedimentos aqui”, disse Spohr a jornalistas. “Foi o caso de uma exceção. Mas vamos examinar o acontecimento juntamente com vários especialistas da Lufthansa e autoridades. Não devemos nos perder em medidas de curto prazo.”

Os comentários de Spohr provocaram críticas no Twitter, com algumas pessoas exigindo que a companhia aérea adotasse a regra. Momentos depois, ainda nesta quinta, Spohr disse à rede alemã ARD que a Lufthansa sentaria com as outras companhias aéreas alemãs e com a autoridade de aviação do país na sexta-feira, para discutir o assunto.

“Vamos examinar se há medidas que possam ser tomadas rapidamente para melhorar ainda mais a segurança”, disse ele. A associação alemã de aviação BDL disse que todas as companhias aéreas, incluindo a Lufthansa, haviam concordado em debater tais regras.

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