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Comisão Eleitoral da Tailândia apoia dissolução de partido do primeiro ministro

A Comissão Eleitoral da Tailândia defende a dissolução do Partido Democrata (PD), do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, acusado de ter se beneficiado de uma doação ilegal há vários anos, informoram fontes deste partido.

A Comissão considerou que o PD recebeu uma doação irregular de 258 milhões de bahts (5,9 milhões de euros) em 2005, indicou um porta-voz do partido. Agora deve transmitir o caso ao gabinete do procurador-geral, que o examinará antes de enviá-lo à Corte Constitucional. Esta decisão era reclamada há tempos pelos “camisas vermelhas”, manifestantes antigovernamentais que exigem a demissão de Abhisit.

Entretanto, a situação é grave no país, depois dos confrontos entre manifestantes e militares que deixaram 21 mortos e mais de 860 feridos no fim de semana passada. Vejjajiva, por sua vez, afirmou, em um discurso exibido na televisão, que terroristas se misturaram aos manifestantes da oposição para desestabilizar o país, durante os confrontos com militares no fim de semana que deixaram 21 mortos e 860 feridos. “Detectamos claramente que havia terroristas que utilizaram os manifestantes pró-democracia para provocar distúrbios, apostando por mudanças radicais em nosso país”, disse Vejjajiva.

“Devemos diferenciar entre os inocentes e os terroristas, e então poderemos adotar medidas adicionais para lutar contra estes”, acrecentou. Os confrontos nas ruas, uma consequência da imposição do estado de emergência na quarta-feira, foram os mais violentos em quase duas décadas na Tailândia, um país abalado por crises políticas desde meados da década e paralisado por uma divisão social cada vez mais profunda. Os “camisas vermelhas”, nome dos simpatizantes do ex-premier exilado Thaksin Shinawatra, afastado do poder em 2006 por um golpe de Estado militar, exigem há um mês a renúncia de Abhisit.

Esta segunda-feira, os manifestantes liberaram quatro soldados que eram mantidos reféns desde sábado.

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