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Comercialização de culturas de rendimento preocupa camponeses de Cabo Delgado

Camponeses da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, queixam-se dos critérios que consideram prejudiciais usados no processo de comercialização do algodão e da Jatropha.

O facto foi levantado durante os comícios que o Presidente moçambicano orientou, Sexta-feira e Sábado, na localidade de Mararange, distrito de Montepuez, e no Posto Administrativo de Meza, em Ancuabe, inseridos na presidência aberta e inclusiva de oito dias a Cabo Delgado, iniciada na última Quinta-feira.

Enquanto os produtores de Mararange pedem intervenção e auxílio do Chefe do Estado para convencer as empresas fomentadoras de algodão a fixarem o preço da comercialização antes de uma determinada campanha agrícola, os de Meza ‘choram’ pelo mercado da Jatropha.

Aurélio Rachide, camponês de Mararange, exemplificou que depois de na campanha agrícola de 2010/11 o algodão ter sido comercializado a 15 meticais o quilograma, o mesmo caiu para 10,5 meticais na presente campanha.

“Encorajados pelos 15 meticais, nós intensificamos a produção, o que não foi compensado pelo preço que caiu drasticamente e sem ninguém ter sido precavido”, explicou Rachide. Segundo a fonte, os preços deviam ser combinados antes de lançar a semente na terra e não no momento da colheita.

Normalmente, as empresas fomentadoras socorrem-se na instabilidade do mercado mundial do algodão para justificarem a queda do preço da compra do algodão caroço nos camponeses.

Quanto a Jatropha, Tavares Albino lamentou o facto de os camponeses terem sido orientados a abraçarem aquela cultura, pedido que, segundo ele, foi respondido positivamente por parte dos camponeses, os mesmos que hoje se queixam de não ter mercado.

“Fomos orientados a cultivar a Jatropha, mas agora ninguém aparece como comprador”, lamentou aquele camponês. Respondendo especificamente a este problema, o Presidente Guebuza disse ser uma questão meramente de falta de informação sobre onde colocar o produto, porque em Cabo Delgado “há compradores da Jatropha”.

“Há mercado aqui em Cabo Delgado. É falta de informação de onde esse mercado se encontra. Mas quem de direito vai informa-los melhor sobre onde vender a Jatropha”, disse Guebuza.

Os camponeses foram sensibilizados a abraçar a Jatropha, uma oleaginosa não alimentar usada na produção de biocombustíveis, durante a escalada dos preços do petróleo que abalou nos anos passados o mercado mundial.

No prosseguimento da presidência aberta, Guebuza encontra-se já no posto administrativo de Muaguide, distrito de Meluco, onde vai orientar um comício popular, entre outra agenda.

Segunda-feira, Ele vai a localidade de Ilala, no distrito de Macomia, para Terça e Quarta-feira trabalhar em Muidumbe, Nangade, Chiure e na própria capital provincial, Pemba.

No seu diálogo com a população, ambas as partes tem evidenciado a sua repulsa a guerra, apelando a manutenção da paz, através da promoção do dialogo.

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