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Combate a Malária/ EUA prometem mais fundos

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram quarta-feira que o Presidente Barack Obama pediu ao Congresso um aumento de 20 por cento para o orçamento do Fundo Global de Combate a Malária. Falando no primeiro dia do 20/o Fórum Económico Mundial, que decorre em Dar es Salaam, na Tanzania, Rear- Admiral Tim Zeimer, da Iniciativa do Presidente dos EUA contra a Malária (PMI), disse que o pedido de um aumento orçamental para 2011 cifra os 680 milhões de dólares.

O montante inclui 100 milhões de dólares para programas de prevenção e tratamento da malária na RDCongo e Nigéria, responsáveis por quase metade dos casos da doença no mundo inteiro. O pedido do Presidente Obama poderá ter o aval do Congresso, uma vez que o combate a malária conta com um forte apoio tanto dos Democratas quanto dos Republicanos. Falando durante a conferência de imprensa da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA), o Presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, disse que o organismo está a finalizar a compra a grosso de 50 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida de longa duração.

Segundo Kikwete, o uso da rede mosquiteira é um mecanismo barato e mais eficiente de combater a malária, ao invés de iniciativas separadas de cada país do continente. A ALMA está a trabalhar com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), tendo assegurado uma doação no valor de 200 milhões de dólares, do Banco Mundial, para a compra das redes a grosso.

Este organismo está determinado a alcançar as metas das Nações Unidas que se traduzem no aceso universal as medidas de controlo da malária até finais de 2010, e erradicar até 2015 todas as mortes preveníveis causadas pela doença. No entanto, um dos obstáculos ao sucesso na luta contra a malária tem a ver com o facto de os países africanos continuarem a imporem direitos aduaneiros e outros impostos aos equipamentos destinados a salvar vidas como as redes mosquiteiras, insecticidas e medicamentos anti-maláricos.

A Tanzânia, Segundo Kikwete, tornou-se no primeiro país a abolir as taxas aduaneiras, seguida do Quénia, Uganda e a Guiné Conacri. Todos os outros países africanos continuam a cobrar impostos em um ou outro material de combate a malária. Estimativas indicam que existem 200 milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida em uso no continente. Até ao final do ano, outras 150 milhões estarão em uso.

Este número será suficiente para cobrir a população vulnerável (crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas essencialmente). A malária não só tem elevados custos dadas as mortes e sofrimento humano, bem como afecta as economias africanas através do absentismo. Clive Tasker, director executive do grupo “Standard Bank” da África do Sul, coloca na faixa dos 40 milhões de dólares anuais o custo da malária para o continente.

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