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Comandante da PRM esquiva imprensa

Há uma semana que um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), viu sua arma do tipo pistola, ser levada pelos amigos do alheio, mas depois de muitos golpes com recurso a catana. O assunto gelou a cidade e ficou conversa em todas esquinas.

 

 

Gente há que diz que isto revela que a polícia perdeu o controlo da cidade, porque já se relatam casos de roubo com recurso a catanas, perante uma inoperância total e completa da polícia. Mas no seio da corporação, ainda há vozes que dizem que a situação está controlada.

Qual controlada, qual quê…? Há relatos de roubo em todos bairros e não só, os ladrões de catanas, já fazem das suas dentro da cidade, quer dizer, atromentam e controlam a cidade.

E com o roubo da arma do polícia, parece que a água transbordou do copo e ninguém no seio da polícia consegue falar ou explicar o caso.

Na última sexta-feira, a imprensa independente, dirigiu-se ao gabinete das relações públicas do Comando Provincial da PRM nesta parcela do país.

O porta-voz daquela corporação, Ernesto Serrote, amavelmente disse que não podia falar do assunto, porque carecia de autorização. Mas autorização de quem?- Questionámos o porta-voz.

Eis a resposta: “Do senhor comandante provincial”-fim de citação. Como o assunto mexe com o nome da polícia, contactamos o respectivo Comandante Provincial da Polícia da República de Moçambique, Manuel Filimão Zandamela.

Este disse que estava na Sessão do Governo Provincial, dai que não podia falar naquele momento, aconselhando-nos para que esperassemos até a hora do término do encontro.

Fomos até ao edifício do Governo, local onde decorria a referida Sessão. Mais tempo, menos tempo, a Sessão terminou e o Comandante Zandamela ia saindo.

Apercebendo-se da presença da imprensa, mudou de semblante, deixou de ser aquele Zandamela que sempre “provocou” no sentido posítivo a imprensa, falando piadas que só provocam risos. Viu-se um Comandante com cara de poucos amigos, fardado que estava, devagar, devagar, o seu Ajudante de Campo, abriu a porta da sua viatura e dai sumiu.

Quando um colega tentou questionar-lhe, ele com o dedo, apontou o Comando Provincial, como sendo o local onde podia falar.

Só que o mais incrível que pareca, quando este viu a imprensa a dirigir-se ao referido Comando, Zandamela mudou de rota. Ao invés de ir ao Comando, foi sim na sua residência, mas passando numa outra rua.

Naquele sol das 12horas que se fazia sentir, fomos ao Comando, mas em vão, porque o Comandante já estava em casa e nem sequer fez-se ao Comando. O tempo foi-se e foi-se mesmo.

Até este domingo, ninguém se pronunciou na polícia sobre este caso. O Porta-voz, Ernesto Serrote, continua sem palavras porque o senhor Comandante, não autorizou.

Fontes bem próximas ao comando provincial da PRM nesta parcela do país, informaram nos que a tendência do comandante Zandamela é fazer com que este caso não vá enfrente, fazendo tudo para que a imprensa ande longe.

Só que esta pretencão do Comandante, não encontra espaço no seio dos mídias, visto que o assunto já nao é segredo do estado.

A verdade é que o polícia foi arrancado arma e foi catanado. Dai que o Comandante Zandamela não tem espaço de desmentir. Resta-lhe assumir que houve esta acção dos meliantes.

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