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Colhidas 16 mil toneladas de arroz no regadio de Chókwè

O Regadio de Chókwè, na província de Gaza, no sul de Moçambique, colheu até semana finda, pouco mais de 16 mil toneladas de arroz, numa área de pouco mais de quatro mil hectares, com um rendimento médio de cerca de quatro toneladas por hectare.

Soares Xerinda, presidente do Conselho de Administração da Hidráulica do Chókwè (HICEP) diz que o processo produtivo, na presente temporada, foi marcado por alguns factores adversos que concorreram para a perda de pouco mais de 350 hectares, incluindo inundações e cheias ocorridas no Janeiro último.

Para a presente safra havia sido planificada uma área inicial de sete mil hectares, tendo apenas sido semeados 4585 hectares, uma taxa que representa 66 por cento do plano.

O regadio de Chókwè produz, actualmente, 4,73 toneladas por hectare no sector comercial cuja ceifa e’ mecânica e 4.15 toneladas por hectare no sector familiar.

O sector familiar sem insumos (adubo) tem um rendimento médio de 3,9 toneladas por hectare e com adubo 4,39 toneladas por hectare, ambos casos com a ceifa manual” explicou Xerinda.

Nos campos dos técnicos de Extensão beneficiários do Programa Integrado de Transferência de Tecnologias Agrárias (PITTA), o rendimento médio obtido e’ de cinco toneladas por hectare e na investigação e campos nivelados atinge-se um rendimento de sete toneladas por hectare.

Para facilitar o processamento, segundo Xerinda citado pelo jornal “Noticias”, a HICEP conta, actualmente, com uma pequena fábrica de processamento alocada pelo Ministério da Agricultura, com capacidade para processar anualmente pouco mais de 4.000 toneladas.

“Esta é mais uma opção de que os agricultores dispõem, para aumentar as suas receitas, através do processamento e venda de arroz limpo, permitindo que os pequenos produtores possam processar o arroz a nível local, evitando grandes deslocações para realizar a comercialização”, disse o PCA da HICEP.

Xerinda avançou que para a escala de produção de Chókwè, esta unidade não possui capacidade suficiente para responder à problemática do processamento do arroz localmente produzido, sendo, para o efeito, necessário três unidades similares.

Os responsáveis do Regadio de Chókwè acreditam ainda que com a criação de condições de processamento mais aliciantes, será possível, no futuro, motivar muitos agricultores a enveredarem pela cultura do arroz na região acção que poderá contribuir para o aumento da competitividade.

A HICEP, de acordo com o PCA, no âmbito do seguimento das actividades de prospecção e controlo do pardal de bico vermelho, fez uma série de deslocações aos vários campos de produção para trabalhos de prospecção, que culminaram em finais de Maio último com a efectivação de pulverizações terrestres e aéreas.

A fonte lamentou a falta de limpeza dos canais, valas de drenagem, ramais, assim como a existência de muitos blocos não explorados que propiciam a ocorrência de elevado número de pássaros que atacam as plantações de arroz no Regadio de Chókwè.

Para mitigar este fenómeno Xerinda apontou o treinamento dos produtores para o uso de redes para correcção da população de pássaros que se movimentam na zona como sendo uma nova experiência a ser capitalizada nos diversos métodos de controlo integrado destas aves.

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