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Cobertura dos jornais acerda do HIV/SIDA é fraca em Moçambique

A penas 1,23 por cento de todas as notícias publicadas nos principais jornais moçambicanos, entre Novembro de 2008 e Abril de 2009, abordaram a temática do HIV e Sida. A constatação é do Estudo de Base acerca de Notícias sobre Infância e HIV/ Sida na Imprensa Moçambicana, realizado pelo pesquisador João Nobre.

Contratado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) através de uma parceria com a Agência de Notícias de Resposta ao SIDA, Nobre pesquisou um montante de 20.599 notícias dos jornais diários Notícias e Diário de Moçambique e dos semanários Savana, domingo, O País, Magazine Independente e Zambeze.

O mês de Dezembro, cujo 1º dia celebra-se a luta internacional contra Sida, foi o que registou o maior número de publicações sobre a doença, com 24.4 por cento do total. No que se refere ao espaço que as notícias sobre Sida receberam nos jornais, observou-se que apesar de 32.6 por cento delas terem aparecido nas zonas primárias, ou seja, na lateral superior à esquerda, e 9.8 por cento nas capas; mais de 60 por cento das publicações tinham menos de um quarto de página. Cerca de dois por cento das notícias receberam espaço maior ou igual a uma página, e quase 70 por cento de todos os textos foram baseados em eventos circunstanciais, contra os apenas 30 por cento que partiram de uma iniciativa do próprio repórter ou do editor do jornal.

Maioria dos textos não traz foto Dividido em géneros jornalísticos, o estudo constatou que as notícias representaram 66.5 por cento do total das publicações, contra apenas 11 por cento de reportagens. O jornal Diário de Moçambique foi o que mais publicou reportagens com quase 60 por cento do total de textos neste estilo; enquanto que O País e Zambeze destacaram-se por serem os únicos a publicaram crónicas sobre HIV e Sida. Apenas o jornal Notícias trouxe a epidemia como tema na secção de carta ao leitor. As ilustrações e as fotografias, muito importantes para dar veracidade, emoção e ajudar na informação, foram utilizadas em apenas 42,9 por cento das publicações.

“As fotografias foram frequentemente utilizadas para reforçar o efeito dramático do HIV e Sida que frequentemente os jornalistas pretendem fazer passar ao leitor”, informa o estudo.

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