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Cimeira Moçambique/ Portugal termina com a assinatura de dois memorandos e promessas de cooperaçção bilateral

A cimeira de dois dias entre Moçambique e Portugal, que decorreu em Lisboa, terminou esta terça-feira com a assinatura de mais dois memorandos preconizando a cooperação no acesso aos arquivos diplomáticos de ambos os países e do género e com o renovado cometimento do presidente moçambicano, Arnando Guebuza, e do primeiro-ministro português, Passos Coelho, de incrementarem cada vez mais a cooperação bilateral em todos os domínios.

Falando numa conferência de imprensa conjunta no Palácio das Necessidades, Guebuza e Passos Coelho consideraram esta primeira cimeira como tendo sido um sucesso e um bom começo do longo mas promissor caminho que os dois países estão e ainda irão percorrer incansavelmente, tendo como meta uma maior consolidação da sua amizade e cooperação tanto ao nível público como privado.

Durante a conferência de imprensa, Passos Coelho fez, primeiro, uma longa introdução do que se havia passado durante os dois dias que esta cimeira durou, tendo vincado que a cooperação entre os dois países é já um dado adquirido, porque ´´há um interesse recíproco´´ de ambas as partes. Vincou que esse interesse não se limita aos governos, mas também às sociedades civis de ambos, como dos respectivos empresários e protagonistas de outras áreas entre as quais da economia, cultura e outras que completam o xadrez poíitico social e económico e desportivo dos dois paises. Foi neste domínio, por exemplo, que se evocou a figura de Malangatana, que neste caso faleceu em Janeiro último, como tendo sido um ícone que ajudou a disseminar a cultura moçambicana aqui em Portugal.

Passos Coelho mostrou-se optimista quanto ao incremento da cooperação entre os dois países, vincando que tal será possível, apesar das vicissitudes porque Portugal passa devido à grave crise financeira em que está, e que se resume na sua incapacidade de honrar as dívidas que ao longo de anos foi contraindo, e que só de juros custam ao seu Tesouro mais de nove mil milhões de euros por ano. Deixou claro que se há momentos em que a prova da amizade dos dois países se deve revelar, é agora, daí que seja imperioso que trabalhem juntos e ponham em prática o teorema de cooperação que reza que cooperar é dar o que se tem para se receber o que não se tem.

Nesta cimeira, ficou claro que Portugal irá dar ênfase à sua capacidade tecnológica e empresarial para investir cada vez mais em Moçambique, para a transformação dos imensuráveis recursos minerais moçambicanos e outros para a produção da riqueza que ambos precisam para equilibrar as suas contas, uma vez que mesmo Maputo depende ainda muito de doações e créditos internacionais.

Passos Coelho anunciou que deverá visitar Moçambique a breve trecho em função de um convite nesse sentido que lhe foi feito pelo Presidente Guebuza, e que espera que venha a ser mais uma oportunidade de dar mais uma aceleração à cooperação bilateral. Quando Guebuza se dirigiu também aos jornalistas disse que reiterava tudo o que Passos Coelho havia dito, vincando que mais do que os resultados positivos que se conseguiram nesta cimeira, o que mais o deixa satisfeito e confiante é ter ficado mais do que claro, que há de facto a tal ´´vontade recíproca´´ para que se incremente a cooperação bilateral, para que ambos tirem o máximo de proveito em prol do bem-estar dos seus respectivos povos.

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