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Cientistas medem buraco negro mais maciço descoberto até agora

Cientistas conseguiram medir um buraco negro localizado no centro de uma das maiores galáxias próximas da nossa Via Láctea, a M87, concluindo ser o mais maciço observado até agora. Dois astrofísicos – um alemão e outro americano usaram novas técnicas de informática para determinar sua extensão.

Este buraco negro, situado no centro da galáxia M87 possui massa de duas a três vezes maior que o estimado previamente, precisaram os cientistas que apresentaram seus trabalhos na conferência da American Astronomical Society reunida em Pasadena, Califórnia (oeste) que começou no último dia 7 e vai até o dia 11 de junho .

A massa deste buraco negro corresponderia a 6,4 trilhões de vezes a de nosso sol, precisaram os astrônomos, que vão publicar seu estudo no Astrophysical Journal. A descoberta faz pensar que o tamanho dos buracos negros no centro de outras galáxias vizinhas poderia ter sido subestimado até então, destacaram em comunicado. “Esta conclusão é importante para compreender como interagem os buracos negros com suas galáxias”, explicou Jens Thomas, do instituto Max Planck da Alemanha, um dos autores do estudo. “Se mudarmos a massa do buraco negro, modificamos sua relação com a galáxia”, já que existe uma referência estreita entre eles, acrescentou.

Os astrofísicos vinham se apoiando nesta relação para teorizar sobre o desenvolvimento das galáxias no tempo e esta nova estimativa da massa do buraco negro no centro da M87 poderia modificar estas teorias, estimaram os cientistas. O fato de que buracos negros tenham massa significativa nas galáxias próximas poderia também ajudar a resolver um paradoxo relacionado à massa dos quasares.

“A grande massa dos quasares – estimada em 10 bilhões de vezes a do sol – apresentava um problema para a astronomia” na medida em que não se encontrava nenhum buraco negro de massa comparável na vizinhança de nossa galáxia, destacou Karl Gebhardt, da Universidade do Texas, o outro autor do estudo.

A palavra quasares é uma abreviatura de Quasi stelars objectus, do latim Objetos quase estelares, de extrema luminosidade, sendo encontrados nos confins do Universo conhecido. A maioria está a mais de dez bilhões de anos-luz. Por estarem tão distantes, não é possível saber, ao certo, o que é um quasar, mas acredita-se que sejam núcleos galácticos ativados por buracos negros muito maciços, que absorvem gás e poeira da galáxia, liberando, no processo, energia muito superior à liberada pela fusão nuclear.

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