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Cidadãos indultos continuam detidos por desorganização das autoridades em Cuamba

Volvidos três dias após as cerimónias oficiais de soltura dos reclusos que beneficiaram da indulgência do Presidente da República, Filipe Nyusi, em diferentes unidades prisionais do território moçambicano, dez dos 30 detidos na província do Niassa continuavam nos calabouços até a manhã de domingo (27) por alegada desorganização das autoridades locais.

Os dez reclusos que ainda não foram restituídos à liberdade no sentido de regressarem ao convívio familiar são da cadeia de Cuamba no Niassa. Na manhã deste domingo, alguns prisioneiros do Centro Penitenciário Aberto das Minas, naquele distrito, disseram que já cumpriram mais da metade das penas determinadas pelo tribunal, mas permanecem detidos.

Segundo os nossos interlocutores, no sábado (26), os dirigentes daquele estabelecimento prisional mantiveram um encontro com os reclusos e informaram que o distrito de Cuamba ainda não recebeu da Direcção Provincial da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos (DPJAR) do Niassa a lista com a relação nominal das pessoas beneficiários da medida presidencial.

Para além disso, a pessoa que está em poder da referida lista não conseguiu levá-la até ao Centro Penitenciário Aberto das Minas por motivos pouco claros. Outras informações dão conta de que o indivíduo em questão não pôde viajar até Cuamba a fim de entregar a lista.

Tentativas de ouvir a direcção da Cadeia Distrital de Cuamba redundaram em fracasso. O director da cadeia encontrava-se ausente e ninguém mais podia tecer quaisquer declarações à volta do assunto, segundo a informação avançada ao @Verdade.

O Centro Penitenciário Aberto das Minas dista a cinco quilómetros da Cadeia Distrital de Cuamba e alberga perto de 20 reclusos, cujas penas variam de oito a 12 anos de prisão.

De referir que ao abrigo do decreto 35/2015, o Presidente da República, Filipe Nyusi, mil reclusos deviam ter sido soltos até 24 de Dezembro prestes a findar, em todo o país.

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