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Cidadãos detidos, entre eles um membro da PRM e chinês por associação para delinquir na Zambézia

Um elemento da Polícia da República de Moçambique (PRM) e dois cidadãos civis, um dos quais de nacionalidade chinesa, foram recolhidos às celas, na província da Zambézia, suspeitos de prática de assaltos com recurso a uma arma de fogo fornecida pelo agente da Lei e Ordem.

O crime aconteceu a 16 de Julho corrente, no distrito de Mopeia, segundo a corporação, que considera os implicados como assaltantes reincidentes e já estava no encalço dos mesmos. Nas suas incursões, os indiciados faziam-se transportar numa viatura presumivelmente pertencente ao cidadão chinês.

Este articulava com o policial para o uso do instrumento bélico do Estado. Miguel Caetano, porta-voz do Comando Provincial da PRM, na Zambézia, disse a jornalistas que na posse dos visados foram apreendidos 121 mil meticais, alegadamente roubados na residência de um comerciante, no distrito de Mopeia, e 49 munições.

À imprensa, o membro da instituição cuja tarefa é garantir a segurança e a ordem públicas e combater infracções à lei negou o seu envolvimento no delito em alusão. De acordo com ele, não conhece as duas pessoas com as quais está a ver o sol aos quadradinhos.

“Não conheço estas pessoas. Eu sou adjunto-oficial de permanência no Comando Distrital de Mopeia. Fui eu quem abortou a acção [criminosa] deles. Dias depois disseram [os colegas da PRM] que eu também estava no grupo”, contou o policial.

Ele ajuntou que os acusados caíram nas mãos das autoridades graças a um telefonema por ele efectuado quando tentavam fugir no carro ora confiscado. Porém, Miguel Caetano rebate o colega, explicando que a detenção foi mercê a uma denúncia popular.

Por sua vez, o chinês narrou que após a sua prisão, que considera injusta, foi mantido quatro dias numa cela sem água e refeições. Ele acusou os agentes da Polícia em Mopeia de o ter submetido a maus-tratos com recurso a cassetete.

De acordo com o cidadão, o seu cunhado dirigiu-se ao Comando Distrital de Mopeia no sentido de se inteirar do que teria levado à detenção do seu parente mas os agentes da PRM alegaram que “nenhum chinês estava detido” e impediram a comunicação por via de telefone entre os dois.

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