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Cidadão morto e dois feridos numa tentativa de sequestro em Maputo

Numa acção aparentemente de audácia e afrontamento, três indivíduos até aqui desconhecidos dirigiram às instalações da loja Socoal, sita na esquina entre as avenidas Guerra Popular e Eduardo Mondlane, na capital moçambicana, e tentaram raptar o filho do proprietário do estabelecimento, um jovem de 24 anos de idade identificado pelo nome de Ashu Abdul Aziz, que há sensivelmente dois anos foi vítima do mesmo crime. Os bandidos levaram consigo uma pessoa errada, que foi mais tarde restituída à liberdade.

Testemunhas apresentaram várias versões sobre o caso que se deu por volta das 16h00, a poucos quarteirões da 1a Esquadra da Polícia da República de Moçambique, na zona baixa de Maputo. Alguns indivíduos contaram que o sequestradores pretendiam levar o dono da loja, outros alegaram que eles procuravam pelo filho, cujo resgate no primeiro rapto envolveu elevadas quantias que nunca foram publicamente reveladas.

A Socoal destina-se à venda de material eléctrico e sanitário. A loja encontra-se entre três unidades da Polícia, designadamente a 1a, 6a e 7a esquadras. Os presumíveis meliantes, munidos de armas de fogo, atiraram cinco vezes, pausadamente, para dispersar as pessoas e facilitar a sua missão.

Na operação, que gerou pânico e resultou em ferimento com gravidade de um agente de segurança que estava em serviço e um cliente que efectuava compras na altura, culminou com o rapto do gerente do estabelecimento comercial, confundido com o proprietário da loja, segundo apurámos.

A Polícia, não se sabe de que esquadra foi accionada, iniciou uma perseguição ao grupo que, chegado à Praça dos Heróis Moçambicanos, se envolveu num acidente de viação na rotunda, onde abandonou a viatura na qual se fazia transportar e pôs-se ao fresco.

Durante o tiroteio entre as autoridades policiais e os malfeitores, um cidadão foi atingido mortalmente por uma suposta bala perdida. Testemunhas narraram que a vítima não teve socorro imediato, na medida em que permaneceu estatelada no local do crime durante mais de meia hora, porque a mesma Polícia proibiu que ele fosse levado ao hospital.

Para além deste caso, refira-se que as três vítimas de raptos há semanas, todas de origem asiática, uma das quais sequestrada na sua casa no luxuoso bairro da Sommerschield, e outras duas na Avenida das FPLM, à entrada da fábrica do pai, e na Rua de Mudomone, na Polana Cimento “A”, continuam presumivelmente em cativeiro. Desde que a PRM disse que estava no encalço das quadrilhas que protagonizaram tal acção não se soube mais nada sobre a sorte dos visados.

Um dos sequestros deu-se a 24 de Setembro último e os dois últimos ocorreram a 13 de Outubro. Um deles por volta das 07h00, na Avenida das FPLM em Maputo, muito próximo da fábrica de plásticos e colchões denominada Unibasma, onde a vítima trabalha com o pai. O indivíduo chama-se Mohamed Adam, e tem 27 anos de idade. O cidadão foi arrastado pelos sequestradores num sítio localizado perto da 12ª Esquadra da Polícia, a qual não se apercebeu da ocorrência. Aliás, o juiz Dinis Silica foi regado de dezenas de balas a poucos quarteirões de esquadra da corporação, mas ninguém afecto à mesma ouviu um tiro sequer.

Outro rapto deu-se no bairro da Polana Cimento “A”, por volta das 19h47, na rua de Mudomone. Os protagonistas dos dois casos ainda não foram identificados e presume-se que as vítimas ainda estejam em cativeiro, de acordo com as palavras de Orlando Mudumane, que falava num briefing à Imprensa, cuja finalidade é dar a conhecer as ocorrências criminais da semana e o trabalho feito pela Polícia com vista a manter a ordem, segurança e tranquilidades públicas na capital do país. Há tantos casos desta natureza que caíram num provável esquecimento sem que tivessem sido esclarecidos.

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