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Cidadão morre em Chicuque e revolta na família culpa atendimento médico

Morreu no passado dia 20 de Maio, no Hospital Rural de Chicuque, na província de Inhambane, supostamente vítima de anemia aguda, um cidadão que respondia pelo Nelson Meque Mapete Macombe. Devidos a determinados desacertos registados entre alguns médicos que cuidavam da sua saúde, durante o internamento, a família, mormente a esposa, suspeita que tenha havido algo estranho no processo do finado, daí o pandemónio.

De acordo com o irmão da vítima, João da Piedade Macombe, “não se compreende que Nelson tenha morrido de anemia aguda, sendo ele dador de sangue”. Nelson Macombe deu entrada naquela unidade sanitária na noite de sábado (17), queixando-se de dores de cabeça. Refira-se, no entanto, que estava a fazer tratamento contra a malária, mas depois dos exames feitos no mesmo hospital diagnosticou-se anemia aguda.

Perante esta situação, sobre a qual não foi possível ouvirmos a Direcção do Hospital Rural de Chicuque, João da Piedade revelou-nos que houve necessidade de se fazer uma transfusão de sangue, porque o hospital não despunha, aparentemente, desse líquido vital. O problema foi rapidamente sanado uma vez que os amigos que os amigos de Nelson Macombe se prontificaram a fazer a doação.

Só que, até terça-feira (20) – dia da morte – a transfusão ainda não tinha sido feita. O que aconteceu, de acordo com a família, é que na segunda-feira (19), quando a esposa procurou saber junto aos médicos o que estaria a impedir os devidos procedimentos, veio uma contra-informação de que já não havia necessidade de se efectuar a transfusão de sangue porque a o estado clínico de Nelson Macombe tomou rumo positivo.

Na verdade, as coisas pareciam caminhar para o lado melhor. Nelson já não usava a máscara de oxigénio a que lhe tinham submetido quando chegou em estado crítico. Na mesma terça-feira, ele levantou-se e foi ao banho com os seus próprios membros de locomoção, o que animou a esposa que lhe acompanhava de perto.

Mas tudo aquilo era falso, porque ao voltar da casa de banho, o homem tropeçou, caíu e nunca mais se levantou, mesmo que a equipa médica tenha tentado reanimá-lo.

Para João da Piedade Macombe, tudo isto cria estranheza, porque há um médico que era pela transfusão de sangue e outro que veio a dizer que não era necessário. “Assim ficámos a pensar que o meu irmão podia ter encontrado outra sorte se não tivesse havido aquela divergência de opinião médica”.

Nelson Macombe, foi professor da Escola Agrária de Nhamússua, em Inhambane. Ele deixou viúva e quatro filhos. O corpo do finado foi a enterrar na Beira, sua terra natal.

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