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Chuvas fazem 18 mortos e um desaparecido na Maganja da Costa

Um total de 18 pessoas perderam a vida e um desapareceu no distrito da Maganja da Costa, na província da Zambézia, centro de Moçambique, devido às chuvas que se fazem sentir desde Janeiro do ano em curso.

A informação foi revelada pelo administrador do distrito da Maganja da Costa, Virgílio Gonzaga, à margem das cerimónias de 3 de Fevereiro, dia dos Heróis Moçambicano. Na ocasião, aquele dirigente apelou à população de Mussanhama, Baixo Licungo, Muarrabuanha e outras que se encontram a viver nas zonas que estão afectadas pelas cheias a abandonarem-nas imediatamente, uma vez que o caudal do rio Licungo tende, a cada dia, aumentar de nível.

Uma fonte anónima próxima da Cadeia Civil daquele distrito, que falou ao @Verdade, disse que, além das 18 pessoas que morreram vítimas das enxurradas, no posto administrativo de Nante, distrito da Maganja da Costa, quatro prisioneiros que cumpriam as suas penas naquele estabelecimento prisional perderam a vida por afogamento, devido às águas que invadiram as celas.

O nosso interlocutor referiu que os outros reclusos que estavam nas mesmas celas salvaram-se graças à sua altura, uma vez que a água, em alguns, atingia a altura ao pescoço e os mais baixos não sobreviveram.

De acordo com os dados do Comité Técnico de Gestão de Calamidades (CTGC), cerca de 11.540 pessoas foram afectadas pelas chuvas e inundações naquele ponto do país. A maior parte está alojada em nove centros de acomodação criados para o efeito pelo governo local.

O posto administrativo de Nante foi um dos mais atingidos a nível do distrito da Maganja da Costa. As estruturas locais prevêem que as chuvas que até então continuam a cair naquela região poderão afectar drasticamente o processo de ensino e aprendizagem, principalmente no primeiro trimestre.

Nas zonas afectas pelas inundações, a maior parte dos alunos está alojada nos centros de acomodação, onde as condições de habitação não são das melhores. Esta situação poderá comprometer o arranque das aulas bem como o aproveitamento pedagógico dos alunos.

Mesmo nestas condições, o governante da Maganja da Costa, Virgílio Gonzaga, apelou aos pais e encarregados de educação para que levem os seus filhos à escola, mesmo que não estejam em condições de acomodar os alunos.

“O ano lectivo inicia, esta sextafeira. Todos os pais e encarregados de educação devem acompanhar os seus educandos nas respectivas escolas, mesmo que não estejam em condições. Para as zonas inundadas, eles devem arranjar formas de modo que os alunos não fiquem prejudicados “, disse a terminar.

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