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Chineses constroem 5000 habitações na Matola

O Grupo empresarial chinês, Henan Gouji Industry and Development, vai construir um total de 5.000 habitações no bairro de Intaka, a Norte do Município da Matola, na província de Maputo, no âmbito da implementação da Politica e Estratégia habitacional, concebidas pelo governo moçambicano. A construção destas habitações resulta de um acordo de parceria entre o governo de Moçambique e aquele Grupo chinês, baseado na província de Henan, cuja assinatura teve lugar a 14 de Agosto passado, aquando da visita do Presidente Armando Guebuza, àquele pais asiático.

Trata-se de um projecto integrado, orçado em 12 mil milhões de meticais, que para alem das habitações, serão edificadas outras infra-estruturas sociais como os sistemas de abastecimento de agua e de saneamento, escolas, unidade sanitária, creches, vias de acesso, centro comercial, entre outras.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção das habitações teve lugar esta Segunda-feira, naquele bairro da Matola, tendo sido dirigida pelo Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Ali. Estima-se que as obras de construção das habitações venham a durar 18 meses, podendo criar cerca de 10 mil postos de trabalho entre directos e indirectos. As cinco mil habitações e outras infra-estruturas sociais fazem parte da primeira fase de implementação do projecto integrado que prevê a construção de 10 mil habitações, no quadro do mesmo acordo. A implementação deste projecto foi confiada ao Fundo de Fomento de Habitação (FFH).

Segundo o Primeiro-Ministro, as outras cinco mil habitações serão construídas noutras províncias, sobretudo nas capitais provinciais. Falando durante a cerimónia, Aires Ali disse que este projecto, pela sua dimensão, constitui uma marca indelével na implementação do Programa Quinquenal do Governo, a luz do qual foi aprovada, recentemente a Politica e Estratégia de Habitação. “O projecto é mais uma prova evidente da nossa cooperação com a China”, disse o governante moçambicano, desafiando as autoridades locais a criarem condições para uma melhor implementação do projecto.

Aires Ali acrescentou que o projecto em si terá um efeito multiplicador na economia, atreves de criação de postos de trabalho e estabelecimento de vários serviços sociais, daí que o governo “continuará a estimular este tipo de parcerias”. Por sua vez, o Ministro moçambicano das Obras Públicas, Cadmiel Muthemba, disse que uma das manifestações da pobreza é a falta de habitação condigna, pelo que o projecto vem responder um dos desafios do governo de providenciar habitação aos moçambicanos.

Discursando na ocasião, o vice-governador da província chinesa de Henan, Shi Jichun, de visita a Moçambique a frente de uma delegação empresarial, realçou que a implementação deste projecto constitui “uma marca da nossa cooperação”.

Entretanto, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, assegurou que nenhuma família será retirada da zona em consequência da implementação do projecto. “Hoje é um dia muito especial. O sonho dos matolenses se tornará uma realidade. A cerimónia simboliza o início de implementação de um projecto integrado, porque vai permitir o estabelecimento de infra-estruturas sociais. Todos nós temos que abraçar este projecto. Nenhum residente sairá em razão do projecto”, afirmou Nhancale.

O projecto, segundo explicou o Presidente do Conselho de Administração do FFH, Rui Costa, contempla a construção de habitações, maioritariamente, de um piso, podendo ser do tipo dois, três ou quatro, bem com o outras de dois ou três pisos. Para o efeito, disse estar em curso acções visando a revisão do projecto inicial tendo em vista um maior aproveitamento do espaço. Um dos grandes desafios no financiamento à habitação prende-se com as dificuldades de acesso ao crédito e as altas taxas de juros, que chegam a ultrapassar 20 por cento.

Para mitigar este problema, para alem do financiamento das obras de construção das habitações, os promotores da iniciativa prevêem mobilizar fundos adicionais que serão colocados à disposição da Banca comercial nacional como forma de assegurar o acesso a credito para aquisição de apartamentos, bem como reduzir a taxa de juros para níveis não superior a 10 por cento.

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