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Chemba melhora situação alimentar

Os Serviços Distritais de Actividades Económicas de Chemba afastaram, por meio do respectivo director, David Boane, a hipótese de ocorrer nos próximos nove meses no distrito, bolsas de fome, apesar de a região localizada a norte de Sofala ter sido assolada no corrente ano pelos fenómenos estiagem e inundações.

Em entrevista concedida ao jornal Diário de Moçambique, David Boane afirmou que na campanha agrícola 2010/11, o sector planificou 33. 133 hectares de culturas diversas, esperando uma produção equivalente a 52 mil toneladas, mas face a ocorrência dos fenómenos estiagem e inundações, o distrito poderá colher apenas 45 mil toneladas de produtos diversos, quantidade de alimentos, que, segundo garantiu Boane, irão garantir a segurança alimentar da população num período correspondente a nove meses. “O distrito traça uma melhoria se comparado com a situação vivida nos meses de Janeiro e Fevereiro em que Chemba tinha cerca de 2. 800 famílias à beira de passar fome. Como resposta a esta situação, foi desenhado um programa que se circunscreveu no aprovisionamento de sementes de hortícolas, milho e feijão” – disse David Boane, afirmando que, apesar de a semente não ter sido suficiente, minimizou o impacto da fome.

“Dissemos que a situação está minimizada, na medida em que o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar da província, através de seus parceiros está a apoiar cerca de 1. 510 famílias em produtos diversos. Portanto, este programa está a concorrer para minimizar o impacto da fome, sobretudo nos postos administrativos sede, Chiramba e na localidade de 3 de Fevereiro” — afirmou a fonte.

Na sua explicação, David Boane deu a conhecer que nas localidades de Catulene e Molima, a produção da primeira época foi “saudável”, e, segundo o interlocutor, os produtos saídos das machambas dos camponeses destas duas regiões estão a ajudar outras partes do distrito, sobretudo no posto sede, onde nos meses de Janeiro e Fevereiro o custo de milho era bastante alto, chegando a população a pagar entre 200 e 250 meticais a lata de de 20 quilogramas. “Reparem que neste momento a mesma lata está a ser comercializada entre 100 e 120 meticais e nas zonas de produção, neste caso Catulene e Molima, a mesma ronda os 70 meticais. Esta situação mostra claramente que o distrito melhorou em termos dos preços e da abundância deste cereal” — anotou Boane.

A situação da fome está controlada até ao preciso momento, porque o nível de aprovisionamento de sementes é satisfatório, por um lado e, por outro, a reacção dos camponeses é boa, na medida em que estas estão a trabalhar nas machambas das zonas baixas acrescentou Boane  que ainda afirmou ainda que o caudal do rio Zambeze está a contribuir para o sucesso da actividade, na medida em que baixou e isso está a permitir com que os camponeses façam o seu trabalho sem problemas.

Num outro desenvolvimento, David Boane afirmou que as culturas de rendimento, nomeadamente o algodão que, nesta época se perspectiva, uma colheita de 1. 500 toneladas, poderá aliviar a falta de alimentos no distrito. “Se tudo correr bem, os 2. 500 camponeses que abraçaram este ano esta cultura poderão ter muito dinheiro e com ele a população vai comprar algo para a sua alimentação e não só. Temos também mapira do ciclo curto, que pode minimizar a baixa produtividade do milho registada na primeira época” — afirmou a fonte.

Chemba faz parte dos 55 distritos do país que nos últimos três anos tem ciclicamente sido sofrido os efeitos das calamidades naturais, nomeadamente estiagem e inundações.

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