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Chefe da Polícia de Trânsito na Moamba detido por extorquir turistas sul-africanos

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), identificado pelo nome de José Soares, está preso, desde a semana passada, acusado de extorsão extorquir oito mil rands um casal de turistas sul-africanos, alegadamente porque dois passageiros do banco de trás da viatura em que seguiam viagem não usavam o cinto de segurança.

O visado, que está na corporação há 25 anos, é chefe da brigada da Polícia de Trânsito (PT) afecto à Portagem da Moamba, na província de Maputo. Ele alegou que pode ter sido filmado por um indivíduo de má-fé.

José Soares aparece num vídeo de alta definição difundido pelas redes sociais, no último sábado (24), a exigir um suborno de oito mil rands, dos quais apenas recebeu pouco mais de 200.

Supõe-se que o vídeo tenha sido captado por uma das pessoas que viajavam com o casal de turistas.

“Estou algemado porque, conforme dizem, houve problemas na Portagem da Moamba”, defendeu-se o suspeito, argumentando que, na verdade, mandou parar um outro carro que estava à frente do que o casal de turistas sul-africanos seguia viagem.

Mas tendo os turistas obedecido a um sinal de interrupção da marcha, “aproximei-me, cumprimentei a eles porque as pessoas” que estavam no banco de trás não tinham apertado o cinto de segurança.

Os ocupantes seguiram as recomendações e “foram embora”, acrescentou José Soares, preso no Aeroporto Internacional de Maputo, quando regressava da província da Zambézia, onde ia tratar assuntos familiares.

O indiciado contou à imprensa, na terça-feira (27), que o dinheiro em moeda estrangeira encontrado em sua posse destinava-se às compras para a quadra festiva.

Questionado qual era o seu vencimento, José disse que, como inspector da Polícia, aufere pouco mais de 15 mil meticais. “Já vi o vídeo que está a circular mas não constitui à verdade. Naquelas pessoas não recebi nenhum dinheiro”.

Por sua vez, Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), disse que os oito mil rands correspondiam a quatro mil rands por cada ocupante sem o cinto de segurança.

Na circunstância, o policial, que pode ser expulso da corporação, foi imediatamente suspenso e instaurado dois processos contra si, sendo um disciplinar e outro criminal.

Em sua posse, a Polícia encontrou 28 mil em metical, dólar e rand, supostamente proveniente de actos ilícitos na via pública.

Este é apenas um dos vários exemplos casos de elementos da PT surpreendidos a extorquir condutores pelo resto do país.

Neste contexto, Inácio Dina, apelou aos moçambicanos e cidadãos estrangeiros a denunciarem qualquer atitude que atente contra o decoro e as boas práticas na Polícia.

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