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CFM factura 2.241,60 milhões de meticais

O Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Rui Fonseca, disse que a área ferroviária da empresa transportou em 2008, 4.351,0 mil toneladas líquidas contra 3.822,4 mil do ano anterior, cifras que representam um crescimento de 13,9%. Salientou que nas linhas sob gestão dos CFM, foram transportadas 3.806,1 mil toneladas líquidas, representando um aumento de 27.3%, comparativamente a igual período do ano anterior, e nas sob gestão de concessionários, nomeadamente, CFM-Centro e CFM-Norte, 545,8 mil toneladas líquidas.

Os resultados financeiros provisórios referentes ao exercício económico de 2008, dão conta de que a Empresa Pública Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM-EP), facturou cerca de 2.241,60 milhões de meticais e obteve custos na ordem de 2.078,10 milhões de meticais, acabando por alcançar um resultado operacional de cerca de 163,51 milhões de meticais.

Para a consolidação destes resultados de acordo com o Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Rui Fonseca, “devemos ter a iniciativa de sermos nós próprios a desenvolvermos a cultura do rigor, a política da proximidade, o espírito de inconformismo, desde o operário ao gestor sénior da empresa”, frisou.

Sublinhou que os resultados positivos que a empresa tem vindo a registar não devem constituir motivo de relaxamento, “eles devem ser significativamente melhorados com empenho e envolvimento de todos. A rede ferroviária Sul e as diversas unidades produtivas ainda sob responsabilidade directa do CFM, devem ser geridas com externo rigor e eficiência. O rigor e a austeridade dentro da empresa devem constituir um princípio e uma prática assumida”.

Por outro lado, Rui Fonseca revelou que a empresa que dirige, teve um desempenho positivo no seu plano operacional de 2008, ao registar um crescimento de 5,0% no manuseamento de 11.643,3 mil toneladas métricas, contra 11.086,0 mil toneladas métricas do ano anterior.

Intervindo na abertura da XIII Reunião Anual do Conselho de Directores que ontem teve lugar, Rui Fonseca referiu que “ao nível do transporte ferrovíario de passageiros foram transportados durante o ano findo, 2.078.209 passageiros contra 1.720.456 passageiros de igual período do ano anterior, o que representa um crescimento de 20,8%.

Falando do encontro dos directores, disse era um momento privilegiado para o debate e discussão de aspectos vitais da vida empresarial, “tendo sempre em atenção a nossa responsabilidade acrescida de promotores do desenvolvimento sócioeconómico do país e da região”.

Acrescentou que era uma ocasião para fazerem uma reflexão profunda sobre as realizações empresariais “e sobretudo dos desafios que temos pela frente, numa altura em que o mundo vive uma crise económica e financeira só comparável à de 1929”, considerando a presente crise de um tsunami que atinge todo o universo e que não pode ser subestimado de algum modo.

Referiu na sua intervenção que o mercado internacional está retraído, com uma redução substancial de importações por parte das chamadas grandes economias, “facto que se reflecte no abrandar paulatino das produções de minerais e outros recursos estratégicos gerados no hinterland da África Austral. Moçambique, sendo um país de trânsito por excelência, vai, certamente, se ressentir desse abrandamento da economia global, com reflexos negativos no nosso sector ferro-portuário”.

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