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Centro de formação de técnicos agrários abre ainda este semestre

A entrada em funcionamento, a breve trecho, do Centro Chinês- Moçambicano de Demonstração de Técnicas Agrícolas em Umbeluzi, província meridional de Maputo, vai gerar um grande impacto positivo muito na agricultura do país.

O Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, que manifestou a convicção no final da visita feita, terça-feira, as instalações do centro, afirmou que o mesmo servirá de plataforma de apoio aos farmeiros moçambicanos através da criação de novos farmeiros.

“O centro servirá de plataforma de apoio aos farmeiros moçambicanos criando novos farmeiros”, disse o ministro, anotando que a componente de ensino e investigação quando combinadas servirão de base para apoiar o desenvolvimento da agricultura.

Durante a visita normal de acompanhamento das actividades em curso naquele centro, o ministro ficou a saber igualmente que seis técnicos chineses já se encontram no país e até Fevereiro totalizarão oito que, juntamente com igual número de moçambicanos, finalizarão a triagem dos conteúdos a serem parte da actividade formativa.

“Chegaram, como eu disse, os técnicos que tratam da avaliação dos solos, das sementes e em Fevereiro os jovens moçambicanos que estão a terminar o mestrado e nalguns casos o doutoramento virão para o centro”, explicou o titular da pasta da ciência e tecnologia.

Sem revelar o custo real da edificação do empreendimento, Massingue disse tratar-se de uma iniciativa conjunta dos governos moçambicano e chinês que têm em vista estabelecer mais uma plataforma de promoção, transferência e o desenvolvimento de tecnologias na área da agricultura.

Na ocasião, o ministro foi confrontado com uma questão visando aferir a razão da edificação do centro se já existem no país instituições vocacionadas a formação de técnicos para a agricultura, pois o ideal seria aplicar o montante investido no melhoramento dos ora existentes.

Massingue disse que o mesmo era fruto de uma decisão tomada entre 2007/ 08, pelo governo da China visando apoiar a África estabelecer 10 centros deste género. Moçambique e’ a beneficiar de um centro do género.

Neste momento, está na fase final a montagem de laboratórios e placas e, segundo dados facultados no local, a mesma estará concluída dentro dos próximos três meses, esperando-se de seguida a respectiva inauguração do centro ainda dentro deste semestre.

“Numa primeira fase não prevemos muitos estudantes, devendo ser entre 36 a 40 um número considerado ideal para o fomento daquilo que se pretende que é uma outra forma de fazer a agricultura com recurso as sementes melhoradas localmente tendo em conta as condições dos nossos solos”, disse o ministro.

O ciclo de formação a ser estabelecido poderá variar de 18 a 24 meses, tempo que, segundo Massingue, é o suficiente para os formados estarem prontos para ir ao terreno.

Até porque os níveis académicos a serem atribuídos aos formados no centro terão complementaridade com aqueles que são dados pelas outras universidades do país, desde a licenciatura, mestrado e doutoramento. Porém, eles podem voltar, periodicamente, para ter formação adicional até atingirem outros níveis académicos.

“Prevemos também uma outra parte forte que consiste no apoio as associações agrícolas, começando por aquelas que estão a volta do centro, que têm de tirar maior proveito destas facilidades”, rematou o titular da pasta da ciência e tecnologia.

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