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Casa do Gaiato pondera fechar as portas por falta de apoios

A Casa do Gaiato, que acolhe 152 crianças e jovens órfãs e abandonadas pelas suas famílias, no distrito da Namaacha, poderá encerrar as portas caso persista a falta de ajuda, uma vez que os seus parceiros, tais como a União Europeia, já não canalizam fundos devido à crise financeira mundial. Entretanto, o Instituto de Ciências de Computação e Administração (ICCA) vai oferecer oito bolsas de estudo semestrais a igual número de estudantes da Casa do Gaiato, durante dois anos, à luz de um memorando de entendimento assinado esta quarta-feira (15), em Maputo, entres duas instituições.

Márcia Bachita, directora executiva do ICCA disse que os beneficiários serão munidos de conhecimentos que lhes permitam se inserir no mercado de trabalho e criar auto-emprego. Neste contexto, Quitéria Torres, directora executiva da Casa do Gaiato, considerou que iniciativas como essas ajudam a minimizar as dificuldades por que passam as 152 pessoas crianças e jovens do centro. E mais apoios podem garantir um futuro seguro para as pessoas acolhidas no local, as quais, neste momento, não têm meios para materializar os teus anseios.

Quitéria Torres contou ao @Verdade que há novas propostas de pedido de financiamento submetidas à União Europeia (UE), mas caso não sejam aprovadas será reduzido número de indivíduos acolhidos no centro, de 152, em 2013, para 130, em 2014, com vista a conter as despesas. A medida poderá culminar com o encerramento da Casa do Gaiato por falta de meios para continuar a exercer as suas actividades de caridade e ajuda aos necessitados.

Segundo Quitéria Torres, as áreas de educação da infância e cuidados de saúde são suportadas pelos parceiros, tais como a Cooperação Portuguesa, a Fundação Moçambique Sul e a Cooperação Espanhola.

A Casa do Gaiato, que desenvolve acções de caridade desde 1991, dispõe de potencialidades agrícolas em Namaacha mas não são exploradas por falta de um sistema de armazenamento de água para irrigação, manutenção e aquisição de novas matérias-primas, além de limitações na formação profissional nas áreas de carpintaria, serralharia, fabrico de blocos, dentre outras.

“Neste momento, a única actividade que esta a suportar as necessidades básicas do centro, em cerca de 10 porcento, é o artesanato que nos permite ainda produzir meios de prevenção de riscos de incêndio e cheia”, enfatizou a nossa interlocutora, que esclareceu que a Instituição necessita mensalmente 10 mil dólares, um valor que actualmente não existe.

“O futuro das crianças está comprometido e refém das doações de parceiros de cooperação. Caso não se aprove o projecto submetido à União Europeia até ao final da primeira quinzena de Fevereiro, as dificuldades vão agravar-se, sobretudo a aquisição de alimentos, matéria-prima para a produção artesanal, dentre outros serviços”, concluiu Quitéria Torres.

 

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