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Carne de cabrito alheio mata sete pessoas da mesma família e Chiúre

Sete pessoas da mesma família morreram, entre os dias 20 e 23 de Dezembro que finda esta segunda-feira (31), na aldeia Nacivare, distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, vítimas de intoxicação alimentar, depois de terem consumido carne de um cabrito alheio, que terá sido atropelado na Estrada Nacional que liga Metoro/rio Lúrio, fronteira com a província de Nampula.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, Malva Brito, e o administrador do distrito de Chiúre, Carlos Nampava, confirmaram o factou. Porém, as suas informações são divergentes, segundo a Rádio Moçambique, que cita o jornal Notícias na sua edição de sábado.

Malva Brito falava de em nove pessoas quando foi contactado, mas, uma hora depois, o administrador de Chiúre, que disse ter estado no terreno da ocorrência, confirmou a morte de sete. Decorre uma investigação para o apuramento das verdadeiras causas da morte da família, na qual restou apenas uma filha de 9 a 10 anos de idade, pois, o pai, a mãe e cinco irmãos morreram em menos de três dias.

Há a crença de que o cabrito estivesse envenenado, ainda vivo, mas há, por outro lado, o facto de que a carne foi consumida por alguns vizinhos, que entretanto não foram atingidos pelo presumível veneno.

Uma versão concorrente a esta é de que a carne tivesse sido envenenada depois de o animal ter sido morto. Esta explicação encontra acolhimento no facto de a família ter consumido a carne no primeiro dia e ido, no dia seguinte (sem deixar ninguém na casa), à machamba, sem que houvesse alguma queixa entre os seus membros.

A outra explicação que sustenta a ideia de ter sido envenenado a posterior, é justamente o facto de os vizinhos que haviam sido servidos a carne e a consumiram, se encontrarem ainda intactos.

Três membros familiares perderam a vida imediatamente a seguir ao consumo da carne, os restantes viriam a morrer, já no Hospital Provincial de Pemba, de acordo com o respectivo director, Fernando Mendes, escreve aquela Rádio pública.

Na verdade, de acordo com a fonte, as primeiras três pessoas haviam dado entrada no hospital, mas acabariam por perder a vida mesmo à entrada do Banco de Socorros, para tempos depois dar entrada a dona de casa, já em estado de gravidez, no último mês. Os médicos aperceberam-se de que a paciente estava relativamente lúcida e na tentativa de salvar a criança, tiveram que submetê-la a uma cesariana de emergência.

Porém, o veneno era de tal ordem forte, que rapidamente se espalhou pelo corpo dos dois, com o abdómen da mãe a aumentar de volume em pouco tempo, dando fim à vida dos dois, explicou Mendes.

“Encontramos uma espécie de carvalho preto que levamos para amostra a ser posteriormente analisada. O veneno foi bastante forte. Esperamos que haja algum estudo conclusivo, contando ainda com o apoio do trabalho pericial ”, disse.

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