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Campeonato Português: Naval 1-2 Benfica

O Benfica, com golos de Aimar (3′) e Katsouranis (74′), venceu a Naval, por 2-1, no Estádio José Bento Pessoa.

A equipa encarnada, que recuperou o 2.º lugar na classificação, com dois pontos de atraso para o líder FC Porto, não ganhava fora para a Liga desde a goleada ao Marítimo, no início de Dezembro do ano passado. Marcelinho, aos 53′, apontou o tento dos locais.

 

Os “encarnados” entraram praticamente a ganhar no jogo, conseguindo o golo mais rápido da equipa no campeonato. Aos três minutos, Reyes marcou um livre à entrada do meio–campo da Naval 1.º de Maio, com um cruzamento longo ao segundo poste. Um dos centrais da Naval, Diego, aliviou a bola para a entrada da área e, após um ressalto num jogador da equipa da casa, Pablo Aimar, de primeira, rematou rasteiro ao canto direito da baliza, sem hipóteses para o guarda-redes.

Foi o primeiro remate da partida e o único momento luminoso do número 10 do Benfica em todo o jogo. Depois do golo inicial, o Benfica acomodou-se ao resultado e deixou a Naval tomar conta do jogo. O clube da Figueira da Foz teve posse de bola, controlou o meio-campo, rematou algumas vezes, mas não conseguiu criar muitas jogadas de perigo.

Os resultados práticos do domínio exercido nos primeiros 45 minutos surgiram apenas na segunda parte. Marcelinho, que tinha entrado para o lugar do apagado Simplício, marcou logo no início do segundo tempo e repetiu o feito alcançado na primeira volta, no Estádio da Luz. O avançado brasileiro tem quatro golos no campeonato, dois deles marcados aos “encarnados”.

O Benfica acusou o toque e, na meia hora que restava da partida, criou mais futebol do que nos 50 minutos jogados até ao golo da Naval. Foi o sobressalto colectivo de uma equipa que estava na corda bamba e que via o jogo complicar-se.

A partir daí, as oportunidades sucederam-se: Di María rematou ao poste; Cardozo, isolado na área aos 63 minutos, falhou a baliza por escassos centímetros.E depois de, na primeira parte, ter trabalhado de forma árdua no meio-campo, Katsouranis acabaria por fazer o golo que fez Rui Costa saltar de alívio no banco que se encontrava atrás da baliza da Naval.

A equipa da Figueira da Foz, que não contou com a presença do treinador Ulisses Morais no banco (por motivos de saúde), não foi mais a mesma. No primeiro tempo, Davide e Marcelinho foram uma dor de cabeça constante para David Luiz. O defesa do Benfica parece não se ter adaptado ainda ao lugar esquerdo da defesa e foi ultrapassado em velocidade por diversas vezes. Numa delas, Marinho conseguiu isolar-se em frente a Moreira, mas rematou por cima. No segundo tempo, estas incursões da Naval pelas faixas eram apenas memórias.

Depois do golo, o Benfica continuou a pressionar e teve mais hipóteses de marcar o terceiro. Perante a vantagem preciosa, Quique Flores foi cauteloso nas substituições. Tirou Cardozo e colocou Nuno Gomes e fez entrar Jorge Ribeiro para o lugar do desgastado Di María. O resultado manteve-se até final e o Benfica alcançou a primeira vitória fora desde que goleou Marítimo na Madeira, em Dezembro.

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