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Cairo repudia ‘imposições’ de Washington

Os protestos estão a criar tensões entre os EUA e o governo egípcio O ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Aboul Gheit, rejeitou publicamente o que considerou serem tentativas dos Estados Unidos para impor a sua vontade sobre o governo de Mubarak.

Numa entrevista à TV norte-americana, o chefe da diplomacia egípcia disse estar “espantado” com as exigências de Washington para um levantamento imediato do estado de emergência em vigor no país há mais de três décadas. No Cairo, manifestações anti-Mubarak extravasaram para além da Praça Tharir estando agora centenas de pessoas também acampadas junto ao parlamento e edifícios governamentais.

A Casa Branca tornou claro ao governo egípcio que está cada vez mais apreensiva com a ausência de reformas que correspondam às ansiedades expressadas pelos manifestantes.

Expectativas

O porta-voz do presidente Obama, Robert Gibbs, voltou a apelar para o levantamneto da Lei de Emergência, disse que o génio estava fora da lamparina, e que as medidas tomadas até agora não correspondiam minimamente às exigências dos manifestantes. “Acho que o Governo egípcio vai ter que tomar alguns passos concretos para corresponder às mudanças que o povo requer. Penso que a menos ou até que esse processo se concretize vamos continuar a ver imagens como as que estão actualmente a chegar do Cairo e de outras ciaddes do Egipto”, pressionou.

Os Estados Unidos vêm a revogação da última Lei de Emergência, vigente desde 1981, quando Mubarak assumiu o poder e que tem sido usada para calar a dissidência, como um gesto fundamental de boa vontade por parte do Governo egípcio para com o seu povo.

Rejeições

Mas o ministro egípcio dos Negócios Estrangeiros, Ahmed Aboul Gheit, rejeitou qualquer imposição por parte de Washington. “Quando diz ‘já’, ‘imediatamente’, ‘agora’ é como impor a vontade sobre um grande país como o Egipto, um grande amigo que sempre manteve o melhor dos relacionamentos com os Estados Unidos”, queixou-se o chefe da diplomacia egípcia.

No Cairo, manifestações anti-Mubarak extravasaram para além da Praça Tharir estando agora centenas de pessoas acampadas junto ao parlamento e edifícios governamentais para exigirem, mais uma vez, que Mubarak abandone o cargo.

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