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Cães vadios criam terror no Niassa

Cães vadios morderam 320 pessoas nos últimos três meses na província nortenha do Niassa e o Governo provincial já tomou a decisão para estancar o problema. Além da vacinação dos animais, o Executivo do Niassa diz que vai haver uma campanha de abate dos caninos para evitar que espalhem o virus da raiva.

Apesar de os ataques não causarem vitimas humanas, o porta-voz do Governo do Niassa, Horácio Linaula, descreve a situação como preocupante e diz que já existem equipas de veterinários para neutralizar os animais, sobretudo nos distritos mais afectados. Muembe, Lago e Mandimba são os distritos que mais se debatem com a situção.

Diferente do ígual periodo de 2010 em que houve um caso, este ano o distrito de Muembe registou 11, o Lago 200 e Mandimba 109 contra três mordeduras. Ao todo, no mesmo período de 2010, os cães atacaram 70 pessoas na província. “Até agora não temos mortes de pessoas, mas o número de casos não deixa de ser preocupante. Alguns destes cães podem ter a raiva, por isso temos veterinários a trabalhar nos distritos para a vacinação e abate dos cães” disse Linaula.

A raiva é considerada uma das zoonoses mais notáveis a nível mundial. Todos os casos de mordeduras de um animal doméstico ou selvagem devem ser investigados, mas no caso do Niassa tudo indica que poucas vezes decorrem actividades para compreender o problema. Segundo relatos da população nas zonas afectadas, além de cães existe casos de gente que é mordida por raposas, mas o porta-voz governamental refuta as declarações afirmando que das pesquisas feitas apenas verificaram-se contaminações de cães vadios.

Segundo especialistas, os animais selvagens infectados perdem o seu medo natural dos seres humanos, o que aumenta o risco de contactos. Os sinais clínicos nos animais, tais como salivação excessiva, dificuldade em respirar ou em engolir podem levar os seres humanos a incorrer inadvertidamente no risco de infecção, ao examinar o animal.

É importante lavar imediatamente com água e sabão a ferida causada pela mordedura ou a superfície exposta e notificar o incidente a um médico ou a um serviço de urgência hospitalar, mas isso tem sido muito dificil nos reconditos distritos do Niassa, onde além da excasses e distâncias que as separa dos serviços de urgência, a população debate-se com uma dramática falta de informação.

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