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Caça a ossadas de albinos continua enquanto tribunais julgam e condenam outros malfeitores

Desconhecidos a monte exumaram, no sábado passado (14), na província de Tete, uma campa de um albino enterrado no ano passado e retiraram as ossadas dos seus membros inferiores para fins ainda não apurados. O acto aconteceu três dias depois de o Tribunal Judicial de Cabo Delgado ter condenado dois cidadãos, que respondem pelos nomes de Gomes Bernardo e Rafael dos Santos, com idades que variam de 21 e 28 anos, a 35 anos de prisão por assassinato de uma criança albina, em Novembro de 2015, no distrito de Balama.

Aliás, na província de Nampula está em curso um outro julgamento por causa do assassinato de um cidadão com problemas de pigmentação na pele, o qual foi posteriormente esquartejado.

Entretanto, numa acção que configura uma afronta à justiça, os supostos malfeitores não se deixaram intimidar com a possibilidade de serem encontrados e levados à barra do tribunal para responder pelo mesmo crime, e invadiram o cemitério municipal de Mpadue à noite.

Este não é o primeiro caso que se dá em Tete. Há dias, no posto administrativo de Zóbue, no distrito de Moatize, três indivíduos foram presos sob a acusação de vandalizarão de uma campa, da qual retiraram oito ossos de um menor albino.

A finalidade era vender os ossos a 500 mil meticais a um cidadão não identificado e supostamente foragido. Ainda em Tete, no distrito de Tsangano, um outro cidadão encontra-se foi presos, há dias também, por venda do seu filho albino, que continua desaparecido.

A Polícia em Tete diz ter detido de três indivíduos em conexão com o caso. Os visados foram surpreendidos a tentar vender os ossos da vítima no distrito de Moatize, a três milhões de meticais.

A província de Tete tem sido assolada por raptos e assassinato de albinos. Até 06 de Fevereiro último, pelo menos seis vítimas tinham sido levadas pelos malfeitores num intervalo menos de três meses.

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