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Busca-se melhores estratégias para proteger dugongos

A expansão das áreas pesqueiras e a consequente pesca descontrolada são as principais causas da mortalidade de espécies marinhas tais como dugongos, tartarugas e baleias.

Foi pensando em encontrar mecanismos para se sair desta realidade que o Ministério para Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) e a Convenção das Nações Unidas para Conversão de Espécies Migratórias assinaram, esta segunda-feira, um memorando de entendimento para a implementação de um projecto piloto que deverá durar 3 anos.

O projecto visa, basicamente, levar avante acções de pesquisa nas águas das zonas identificadas como sendo alvo. Entram na lista o Arquipélago de Bazaruto, as Ilhas da Inhaca e de Moçambique.

Actualmente, não se conhece com alguma precisão o número de dugongos que perfaz o efectivo desta espécie animal no país, mas, sabe-se que é no arquipélago de Bazaruto é onde se concentra o maior número de animais dessa espécie.

Com base em dados disponíveis, calcula-se existirem cerca de 250 dugongos naquele arquipélago, localizado na província de Inhambane, mais concretamente no distrito de Vilankulo.

Com este número, acredita-se que o país possui a maior população de dugongos da região da Costa Oriental de África. As ilhas da Inhaca e a baía de Inhambane também possuem número considerável de dugongos.

Falando na ocasião da assinatura do memorando, a Directora Nacional de Gestão Ambiental, Anselmina Liphola, Moçambique tem registado uma taxa de mortalidade de dugongos considerada elevada, uma vez que morrem anualmente 3 a 4 dugongos, para uma taxa anual de reprodução de apenas 3 por cento. No país, esses animais estão protegidos pela legislação.

“O memorando de entendimento assinado entre o MICOA e a Convenção das Nações Unidas para Conversão de espécies Migratórias vai ser materializado através de um projecto piloto com pesquisas nas águas de Bazaruto, Ilhas de Moçambique e Inhaca, numa primeira fase. Uma equipa composta por representantes das Nações Unidas, do MICOA e da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), vai se deslocar as áreas identificadas para a realização de pesquisas marinhas, durante quatro dias”, afirmou Liphola.

Por seu turno, Almeida Guissamule – Pesquisador da UEM, referiu que a partir da década de 70, se verificou uma redução de dugongos não só em Moçambique, mas também na Costa Oriental de África, devido ao aumento da actividade pesqueira e artesanal.

“Neste momento, o principal objectivo de Moçambique é reduzir na totalidade a taxa de mortalidade de 3 para zero por cento. Isto será feito através da implementação da lei, incentivos financeiros e com o projecto piloto. Vai-se fazer um trabalho de sensibilização junto das populações locais, e futuramente, pretendemos envolver outras entidades tais como os sectores privados, petrolífero e pesqueiro”, disse aquele pesquisador.

A prospecção petrolífera também pode ser considerada uma actividade que coloca em risco a vida dos animais marinhos daí a necessidade de se envolver as entidades que trabalham nessa área.

Contudo, a população local deve ser o principal grupo alvo, considerando o número de baleias que foram encontradas mortas em algumas baías, e posteriormente usadas para alimentação, bem como o número de tartarugas já capturadas ilegalmente por parte de pescadores e, até mesmo, por turistas.

Na Costa Oriental de África, todos os países já assinaram o referido memorando de entendimento, nomeadamente: Moçambique, Quénia, Madagáscar, Tanzânia, Somália, Camarões e Seicheles.

Enquanto na região sul, as indicações são claras sobre a população de dugongos, situação diferente vive-se na região norte. Nesta região, não se tem qualquer ideia do que efectivamente existe em termos da população de dugongos.

Um estudo feito há algum tempo não detectou qualquer presença destes animais, mas os dados são considerados inconclusivos, daí o facto de estar a defender-se novas acções de estudo.

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