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Brics denunciam protecionismo e querem aumentar fundos do FMI

Os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), que são os principais países emergentes participantes neste sábado da reunião de ministros do G20, manifestaram preocupação com a ameaça “cada vez mais real” do protecionismo e pediram aumento dos fundos do FMI.

“Estamos conscientes de que o protecionismo é uma ameaça cada vez mais real para a economia mundial”, afirmaram num comunicado os representantes destas quatro potências emergentes, que participaram da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 em Horsham, perto de Londres.

“Devemos evitar o protecionismo sob todas as suas formas e não permitir que perturbe a economia”. “Fracassar neste aspecto seria correr o risco de reproduzir os erros do passado, que conduziram à Grande Depressão dos anos 1930, quando os grandes países se curvaram sobre si próprios e deixaram o comércio mundial naufragar”.

“Os dirigentes mundiais devem trabalhar para uma conclusão rápida e frutífera do ciclo de negociações da Rodada de Doha (na Organização Mundial do Comércio) visando um resultado completo e equilibrado” na liberalização do comércio mundial. Sobre o FMI (Fundo Monetário Internacional), “consideramos que os recursos do FMI são claramente inadequados; eles devem ser aumentados significativamente de diversas maneiras”, afirmaram.

Os ministros das Finanças do G20 concordaram com a “necessidade urgente de se aumentar, expressivamente, os recursos do FMI”, mas não informaram cifras.

A Europa gostaria de elevar os recursos do FMI de 250 bilhões de dólares para 500 bilhões de dólares, enquanto os americanos defendem 750 bilhões de dólares.

Finalmente, os Brics pediram uma ação “urgente” para reformar o FMI, defendendo uma revisão das cotas visando melhorar a representação dos países no Fundo, o que precisa ocorrer, “o mais tardar, até janeiro de 2011”.

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