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Bomba na Síria mata nove e Damasco culpa conspiração estrangeira

Um carro-bomba matou nove pessoas num posto militar na cidade de Deir al-Zor, na Síria, no sábado, num ataque que o governo disse ter sido a mais recente prova de que a revolta contra o presidente Bashar al-Assaf é uma conspiração estrangeira.

A Sana, agência de notícias oficial da Síria, disse que a explosão foi obra de um homem-bomba e que também deixou 100 feridos, incluindo guardas, e que aconteceu no que ela chamou de instalações militares.

A pressão internacional e um plano de paz apoiado pela ONU não conseguiu acabar com o tumulto na Síria. O presidente francês, François Hollande, disse no sábado que o plano de paz ainda conta com o apoio internacional, mas Washington enviou uma mensagem mais agressiva dizendo que Assad tem que deixar o poder.

A TV estatal da Síria transmitiu imagens de fumaça pairando sobre Deir AL-Zor, poças de sangue no meio de escombros, fachadas dos prédios danificadas e retorcidas e veículos carbonizados.

Ativistas da oposição disseram que o alvo era uma base de inteligência. “Parece um ataque bem planejado. A explosão atingiu o portão de trás menos guardado do complexo militar de inteligência… onde os agentes estacionam seus carros”, disse um ativista em Deir AL-Zor.

A TV estatal chamou a explosão de uma campanha financiada pela Arábia Saudita e pelo Quatar para derrubar Assad. As potências do Golfo lideradas pelos Sunitas pediram ajuda militar para o Free Syrian Army – Exército Sírio Livre, um exército organizado por soldados desertores e manifestantes, formado em resposta à repressão de Assad no que começou há 14 meses como uma revolta pacífica.

A TV síria disse que funcionários da ONU, que estão monitorando um cessar-fogo negociado internacionalmente, inspecionaram o local. O plano de paz da ONU e da Liga Árabe, elaborado por Kofi Annan, tem como objetivo definir uma saída política para a violência na Síria.

O chefe da missão de paz da ONU, Herve Ladsous, que está em Damasco para reuniões com os observadores do cessar-fogo, disse aos jornalistas no sábado: “Isso é um processo. Alcançamos parte dos nossos objetivos. Mas ainda não chegamos lá.”

Hollande disse que líderes do G-8 reunidos em Camp David concordaram em continuar a apoiar os esforços de paz de Annan para a Síria. “Insisti para que todos os participantes apoiem a missão de Annan para que os observadores possam fornecer proteção ao povo sírio dos seus líderes,” disse Hollande.

Mas a Casa Branca disse que a violência na Síria não terminará sem que haja uma transição política, acrescentando que os monitores externos do cessar-fogo não seriam suficientes para resolver o problema. “Acreditamos que a mudança tenha que incluir Bashar Al-Assad deixando o poder”, disse o assessor da Casa Branca, Ben Rhodes aos repórteres durante a cúpula do G8.

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