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Bitonga Blues – Malambe

Vivo para chamá-lo de um lugar que você não espera. Todos nós sabemos que o malambe, fruto do embondeiro, para além de muitas funções vitais que desempenha, incluindo a reabilitação física dos malnutridos, é um afrodisíaco saudável.

O malambe tem o mito do próprio rio Zambeze, porque, quem contempla uma vez aquelas águas que descem do pôrdo- sol em direcção ao Índico, quererá usufruir sempre da sua magia, deixando-se levar pela sua exuberância. Com o malambe também é assim: se você provar uma vez o seu iogurte, vai querer bebê-lo eternamente. É como eu, vim a Tete, bebi muitos iogurtes de malambe, e já não quero sair mais daqui. O rio Zambeze também enfeitiçou-me, e atravesso-o todos os dias pisando com os meus pés a plataforma da ponte Samora Machel, que dança ao movimento dos carros.

Balançando o meu corpo, que discute permanentemente com o interior do meu espírito, o qual, querendo ir para um lado, o corpo quer ir para o outro lado. É sempre assim. E eu agora estou em Tete, onde os dois (o corpo e o espírito), entram em consonância. Você será colhido, certamente, de surpresa, pelo novo nome da minha coluna, que a partir de hoje se vai chamar Malambe. Mas eu compreendo a sua reacção. Divirto-me bastante por saber que lhe dei uma palmadinha nas costas em jeito de saudação, a partir de um lugar que você muito menos esperava.

Também vivo para isso: para lhe chamar de um lugar que você não espera. Sinto-me feliz por estar aqui. De onde partirei para sublugares, com o dever de trazer histórias para compartilhar consigo. Hoje apenas foi para lhe dizer que já voltei para o lugar que me seduziu e agora preparase para me amar. O Bitonga Blues já desmpenhou o seu papel. Chegou ao fim da sua jornada e, no próximo ano, vou oferecer-vos esse Bitonga Blues em livro. Agora é o início de uma nova etapa da minha vida.

E recomeço tudo isto com o Malambe. Passei, para chegar aqui, novamente, pelos mesmos lugares que percorri com o Daniel da Costa, quando vim conhecer Tete. Com a diferença de que, agora, passei pela cidade da Beira. E isso só serve para me enriquecer. Pois é: só vos queria saudar, e dizer-vos a todos, que estou em Tete, onde pretendo viver e continuar a dançar todas as minhas loucuras. Um abraço muito grande.

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