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Basquetebol: Locomotivas derrotam A Politécnica e consolidam a liderança do Torneio de Abertura em Maputo

Basquetebol: Ferroviário apura-se para a final do Campeonato da Cidade de Maputo

Em partida da sétima jornada, primeira da segunda volta, do Torneio de Abertura da Cidade de Maputo, na modalidade da bola ao cesto, o Ferroviário de Maputo, campeão em título, derrotou A Politécnica por 63 a 48 e consolidou a liderança do certame. Em femininos, os locomotivas humilharam o conjunto do Desportivo de Maputo por 54 a 22.

Depois de duas semanas de interregno para dar lugar às eliminatórias de acesso à última fase da Taça dos Clubes Campeões Africanos, competição em que o Ferroviário de Maputo, em ambos os sexos, e o seu homónimo da Beira foram os nossos representantes, o Torneio de Abertura regressou no pretérito fim-de-semana com a disputa da sétima jornada, por sinal a primeira da segunda volta.

Naquele que foi o jogo de cartaz, no que diz respeito aos masculinos, o Ferroviário de Maputo, que teve uma prestação pouco honrosa nas eliminatórias da Taça dos Clubes Campeões de África, bateu a formação da A Politécnica por 63 a 48.

Foi uma partida, diga-se, em que o conjunto liderado por Horácio Martins, mesmo com a ausência de Edson Monjane, jogador imprescindível na manobra ofensiva dos actuais campeões da Cidade de Maputo, dominou completamente face a um rival que nos primeiros dois períodos não tinha argumentos para levar de vencida a turma locomotiva.

No primeiro período, os politécnicos liderados pelo antigo treinador do Ferroviário de Maputo, Carlos Niquice, também conhecido nos meandros desportivos por Bitcho, andou a leste do jogo, o que, de certa forma, facilitou a tarefa da armada forasteira.

Nesta etapa, os locomotivas da capital do país, que estavam com a pontaria afinada, marcaram 24 pontos, por sinal o triplo dos pontos averbados pela formação politécnica. Manuel Uamusse, com 15 pontos, todos na linha dos 6, 25m, foi a melhor unidade do conjunto liderado por Horácio Martins, enquanto Mélcio Chiremm, com três pontos convertidos, foi a unidade mais produtiva dos anfitriões.

À entrada do segundo período, o Ferroviário de Maputo vencia por uma diferença de 16 pontos, ou seja, 24 a 8. Nesta etapa o conjunto de Carlos Niquice tentou, sem sucesso, andar atrás do prejuízo, uma vez que os forasteiros, para fugirem da teia defensiva montada pelo seu rival, em baixo da tabela, exploravam as jogadas exteriores, também conhecidas por lançamentos triplos.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro período, o segundo foi mais produtivo, visto que foram marcados mais três pontos em relação ao sucedido na primeira etapa. Nesta fase do jogo, os politécnicos foram a equipa mais concretizadora, com um total de 17 pontos, mais um que a formação locomotiva que saiu para o intervalo a vencer pela marca de 40 a 25.

Chiquinho, com sete pontos, foi a unidade mais produtiva do conjunto orientado por Horácio Martins, enquanto do lado dos anfitriões Hércio Langa, que converteu seis pontos, foi o destaque.

O inconformismo não salvou a “pele” da A Politécnica

No reatamento, ou seja, no terceiro período, A Politécnica entrou transfigurada e logo nos instantes iniciais marcou dois pontos, dando sinais de que vinha para inverter o resultado negativo trazido da primeira etapa. Todavia, encontrou pela frente um Ferroviário que tudo fez para consolidar a vantagem.

Nesta fase de jogo, a equipa de Carlos Niquice mudou a estratégia. Em vez das marcações cerradas em baixo da tabela, optou pela marcação à zona e ao portador da bola, o que chegou a criar algumas dificuldades aos forasteiros. Mas depois da expulsão do técnico da formação anfitriã por contestar a atuação da equipa da arbitragem, a estratégia transformou-se em cinzas, uma vez que os atletas já não tinham quem os orientassem, sobretudo nas movimentações na quadra.

Apesar do aparente equilíbrio registado nos primeiros cinco minutos desta fase, os locomotivas liderados pelo base-armador, Ermelindo Novela, conseguiram marcar um maior número de pontos em relação ao seu oponente, 17 contra 13 dos politécnicos. Neste período, Manuel Uamusse, com seis pontos e três ressaltos, foi a melhor unidade da equipa de Horácio Martins, enquanto Yuran Biosse, que registou cinco pontos, destacou-se no conjunto politécnico.

À entrada do quarto e último período, as duas equipas estavam separadas por 21 pontos, ou seja, 57 a 34 a favor dos campeões da cidade de Maputo. Inconformados com o resultado, os anfitriões correram atrás do prejuízo, já que o técnico dos locomotivas colocou em campo a sua segunda equipa. Mesmo com a ausência do seu treinador, expulso no decorrer do terceiro período, o conjunto da A Politécnica criou diversas dificuldades ao Ferroviário de Maputo.

Nos primeiros cinco minutos desta etapa, Horácio Martins viu a vantagem da sua equipa ser reduzida de 21 para 10 pontos. Com o atrevimento do seu rival, o timoneiro dos locomotivas viu-se obrigado a escalar as suas melhores unidades. Nesta etapa, os politécnicos foram a equipa mais concretizadora, com um total de 16 pontos, mas 10 que o seu rival. Mas, diga-se, o inconformismo não salvou a pele da A Politécnica, uma vez que o Ferroviário de Maputo triunfou no final dos quatro períodos por 15 pontos de diferença, ou seja, 63 a 48.

O extremo locomotiva, Manuel Uamusse, com 24 pontos, foi o melhor cestinha, enquanto Custódio Muchate, também do Ferroviário, com 12 ressaltos, dois sete defensivos e cinco ofensivos, foi o melhor ressaltador. O poste Mélcio Chire foi a melhor unidade da A Politécnica, tendo averbado um total de 14 pontos e oito ressaltos. Ainda nesta ronda, o Costa do Sol derrotou a formação da Universidade Pedagógica de Maputo pela marca de 72 a 53.

O Desportivo de Maputo ficou de fora devido ao número impar das equipas, enquanto a partida entre o Maxaquene e o Aeroporto não foi realizada porque a segunda equipa ainda não pagou a taxa de inscrição. Volvidas oito jornadas, o Ferroviário de Maputo lidera o Torneio de Abertura da Cidade de Maputo com um total de 14 pontos, mais dois que o segundo classificado, o Costa do Sol. O Desportivo, que tem 11 pontos, ocupa o terceiro lugar e último lugar do pódio.

Locomotivas somam e seguem em femininos

No que aos femininos diz respeito, o Ferroviário de Maputo continua com um registo imaculado, uma vez que soma vitórias nas oito partidas realizadas até ao momento. A contar para a oitava jornada, a equipa liderada pelo jovem técnico, Leonel Manhique, humilhou a formação do Desportivo de Maputo pelos esclarecedores 54 a 22.

Por seu turno, a A Politécnica derrotou o conjunto da Universidade Pedagógica por uma diferença de 31 pontos, ou seja, 72 a 41. De lembrar que a presente edição do Torneio de Abertura da Cidade de Maputo será disputada em duas voltas no clássico sistema de “todos contra todos”.

Quadro de resultados da sétima jornada

Masculinos

A Politécnica 48 – 63 Ferroviário de Maputo

Universidade Pedagógica 53 – 72 Costa do Sol

Femininos

Ferroviário de Maputo 54 – 22 Desportivo de Maputo

A Politécnica 72 – 41 Universidade Pedagógica

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