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Banco Mundial admite que não suspendeu apoio ao Orçamento de Estado de Moçambique

Indiferente às dívidas ilegais Banco Mundial injectou mais de 94 milhões de dólares este ano no Orçamento do Estado

Foto de Adérito CaldeiraO Banco Mundial admitiu, como o @Verdade revelou, que não suspendeu o seu apoio financeiro directo ao Orçamento de Estado de Moçambique, não alinhando com a posição do Fundo Monetário Internacional(FMI) e outros doadores quando descobriram em Abril de 2016 a extensão dos empréstimos inconstitucionais e ilegais. “Nós não suspendemos porque teria um impacto negativo na população” admitiu nesta segunda-feira(24) Mark Lundell, o representante da instituição no nosso país, que ainda referiu que “até expandimos a nossa participação”.

Em Maio passado o @Verdade revelou que o Banco Mundial tinha injectado no Orçamento de Estado(OE), entre Janeiro e Março deste ano, mais 3,3 biliões de meticais em donativos, créditos ao Ministério da Economia e Finanças, Créditos para Sector específicos, Acordos de retrocessão e ainda para o Fundo de Apoio ao Sector de Educação(FASE).

Um valor que o @Verdade apurou analisando os Relatório de Execução do Orçamento do Estado de 2017, 2016 e de 2015 e concluiu não ter havido redução significativa depois de Abril de 2016, altura em que o FMI descobriu os empréstimos que a Proindicus e Mozambique Asset Management (MAM) haviam contraído secretamente além do conhecido empréstimos inconstitucional e ilegal da Empresa Moçambicana de Atum.

Comparativamente no primeiro trimestre de 2016, portanto antes da suspensão do apoio directo dos doadores ao OE, o Banco Mundial havia concedido ao Orçamento moçambicano 2,1 biliões de meticais, excluindo os fundos alocado para o FASE. Em igual período de 2017 a instituição financeira de Bretton Woods injectou 2,5 biliões de meticais, excluindo o dinheiro para o FASE.

“Os investimentos no sector de Educação, Saúde, apoio de inclusão económica, por exemplo na área de gestão de Agricultura e Recursos Naturais, todos foram para frente e igualmente como outros doadores mantém apoio a esses sectores. Nós não suspendemos porque teria um impacto negativo na população e mantemos esse apoio e, como o director executivo mencionou, até expandimos a nossa participação nessas área” admitiu Mark Lundell quando questionado pelo @Verdade nesta segunda-feira(24), durante uma conferência de imprensa em Maputo.

Aliás o propósito do encontro com jornalistas foi a visita do Diretor Executivo do Banco Mundial, Andrew Bvumbe, que durante dois dias avalia a implementação em Moçambique de diversos projectos e actividades financiadas pela instituição que nos próximos pretende injectar mais 1,7 bilião de dólares norte-americanos no nosso país.

Na verdade a preocupação do Banco Mundial, no que aos empréstimos da Proindicus, EMATUM e MAM, diz respeito relaciona-se com a sustentabilidade da Dívida Pública de Moçambique afinal parte significativa dos fundos que continua a disponibilizar para o Orçamento de Estado são novos empréstimos que em algum momento os moçambicanos devem pagar de volta.

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