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BAD aprova 181 milhões USD para corredor de Nacala

O Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou na quarta feira em Tunis, capital tunisina, dois empréstimos no valor de 181 milhões de dólares para Moçambique e Malawi para financiar a primeira fase do Corredor de Nacala, que liga os dois países e a Zâmbia.

Este financiamento é parte integrante da sua estratégia para impulsionar o desenvolvimento de infraestruturas e a integração económica regional em Africa.

Segundo um comunicado do BAD recebido pela AIM, o principal objectivo do projecto é de apoiar o crescimento económico nos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) e promover a integração regional através da construção de infra-estruturas de transporte fiáveis, eficientes e com um funcionamento ininterrupto para melhorar a competitividade da região.

O projecto Corredor de Nacala compreende uma extensão de 1.033 quilómetros de estrada e duas fronteiras com paragem única, uma entre Moçambique e Malawi e a outra entre o Malawi e a Zâmbia. A Fase II compreende 360 quilómetros, ou seja 34,9 por cento de trabalhos de estradas na Zâmbia, enquanto que a fase III de 312 quilómetros ou seja 30,1 por cento dos trabalhos de estradas em Moçambique e no Malawi e duas fronteiras com paragem única entre Moçambique e Malawi e Malawi e Zâmbia.

Todas as fases incluem o desenho, pré-contracto de prestação de serviços e supervisão das obras de construção civil, segurança rodoviária, campanhas de sensibilização e de prevenção, pagamento de indemnizações, reassentamento e trabalhos de auditoria. A estrada do Corredor de Nacala é um dos projectos prioritários da região da SADC.

O mesmo enquadra-se na estratégia da Nova Parceria para o Desenvolvimento de Africa (NEPAD) e estratégia do BAD para as Comunidades Económicas Regionais referentes aos projectos multinacionais de infra-estruturas com vista a remover as barreiras e obstáculos para o movimento de pessoas e bens, apoiar a cooperação e integração regional. Após a conclusão do projecto, o corredor irá beneficiar a população residente nos três países que usam o corredor.

O resultado da implantação do projecto inclui melhoria dos serviços de transporte, redução de tempo de deslocações, redução da demora do transporte de carga internacional, protecção do pavimento contra uma degradação prematura e melhoria do acesso aos mercados e serviços. As necessidades para o financiamento da primeira fase do projecto estão estimadas em 126,6 milhões de dólares.

As componentes do projecto serão financiadas com os empréstimos do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF). A Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e o Eximbank da Coreia irão financiar em conjunto a componente moçambicana com um montante de 26,41 milhões de dólares e 8,80 milhões de dólares respectivamente.

O desenvolvimento de infraestruturas é uma das maiores prioridades das quarto áreas de intervenção do BAD, tendo beneficiado de mais de dois biliões de dólares ou seja 44,5 por cento de todos os empréstimos e donativos aprovados por esta instituição em 2008. A maioria dos investimentos foram para o sector privado e projectos multinacionais, bem como programas que visam estimular a integração regional.

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