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Aventura de mais um falso ginecologista acaba nos calabouços em Maputo

Oito anos depois da odisseia do mecânico Nelson Bata, no Hospital Central de Maputo (HCM), onde atendia pacientes ilicitamente, mais um falso ginecologista, que também actuava na no maior hospital de Moçambique, acaba de cair nas mãos da Polícia e já está a privado de liberdade para efeitos de responsabilização.

Trata-se de um cidadão cuja identidade real só ele sabe, uma vez que se apresentava com vários nomes. E recolheu aos calabouços após uma articulação entre e a Polícia e a direcção hospitalar.

Yano Juka Jackson, é como ele se apresentou à 4a esquadra da Polícia, em Abril deste ano, alegando que perdera toda a sua documentação, que inclui bilhete de identidade, credenciais do trabalho, crachá.

Quando se cansava de simular se especialista em genecologia, o visado, que um dado momento decidiu apresentar-se às suas vítimas com o cognome de Machava, supostamente dificultar a sua identificação, empurrava as macas de um lado para outro no HCM, alegando que estava ajudar os pacientes e/ou seus acompanhantes.

Ora, preso no Posto Policial da Malanga em Maputo, o indiciado dizia aos seus pacientes que estava afecto ao Departamento de Genecologia e Obstetrícia. Todavia, tudo não passava de trapacice e uma artimanha para roubar bens e dinheiro às mesmas pessoas para as quais demonstrava cortesia, requisito bastante exigido aos profissionais de saúde para com os doentes.

Acredita-se que a atuacção de Yano, ou se preferirmos Machava, estendia-se a outras unidades sanitárias da capital do país e da chamada cidade satélite, Matola.

Machava, disse ter sido formado em São Paulo, no Brasil, há mais de 15 anos. Porém, não conseguiu provar tal facto de modo a evitar a prisão.

À data da sua detenção, ele vivia numa quarto arrendado no bairro suburbano de Magoanine, com a sua mulher, desde o princípio deste ano.

Segundo ele, as autoridades de saúde o transferiram do Hospital Rural de Chókwè, na província de Gaza, para o HCM. Mas aqui ninguém o conhece nem sequer se ouviu falar de si alguma vez na vida. Contudo, insistiu que é profissional de saúde, em vão.

Na altura em que Machava se apresentou à 4a esquadra, ele disse que era médico generalista, de 38 anos de idade, residente na Rua Pereira do Lago, no bairro de Sommerschield.

Este é mais um caso de falso profissional de saúde a registar-se no HCM. Um deles aconteceu em 2008, envolvendo um cidadão identificado pelo nome de Nelson Bata, de 29 anos de idade, natural da Beira, na província de Sofala. Ele foi desactivado e detido três anos depois de trabalhar clandestinamente no mesmo hospital.

Em 2015, outro cidadão que responde pelo nome Eugénio Matine, 49 anos de idade, natural de Inhambane, caiu nas mãos das autoridades depois de se ter feito passar por médico no maior hospital do país, onde era também era facilitador de consultas aos doentes e cobrava dinheiro.

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