Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Avaliações ambivalentes da robustez do Metical

A apreciação da divisa moçambicana, o Metical, face às principais moedas externas de maior circulação no país, está a saldar-se no aumento de compras no mercado internacional por empresas nacionais, segundo percepção geral dos agentes económicos moçambicanos ouvidos pela empresa KPMG sobre o Índice do Ambiente de Negócios 2011.

Entendimento contrário pertence aos empresários que se dedicam à exportação dos seus produtos que são de opinião de que a fortificação do Metical está a provocar o retraimento das suas exportações por “os produtos nacionais se tornarem menos atractivos no mercado externo”, por estarem a ser adquiridos a preços elevados.

A pesquisa da KPMG diz ter ainda concluído que 48% das cerca de mil empresas entrevistadas em todo o país foram de opinião de que o actual comportamento da divisa moçambicana não terá qualquer influência sobre os seus negócios e outras 25% disseram que esta tendência representa um impacto positivo aos seus negócios, enquanto outras 27% afirmam que o impacto será negativo.

De referir que, na primeira quinzena de Novembro de 2011, o Metical registou ganhos face às moedas dos principais parceiros comerciais de 0,22%, face a 0,07% da quinzena anterior e em termos acumulados e anuais, a moeda nacional registou ganhos nominais de 17,85% e 24,43%, respectivamente.

O diferencial entre a taxa de câmbio das cotações do Dólar dos Estados Unidos da América e a média praticada pelos bancos comerciais nas suas operações com o público foi de -0,33%, face a 0,04% da quinzena anterior, contrariando, assim, a tendência positiva do diferencial observado nas últimas três quinzenas.

Do cruzamento da cotação do Dólar dos EUA com o câmbio desta moeda no mercado doméstico resultaram cotações correspondentes a ganho nominal do Metical de 2,33%, face ao Euro e 4,32% relativamente ao Rand.

Refira-se, entretanto, que a criminalidade e a corrupção continuaram, na edição de 2011 do Índice de Ambiente de Negócios, a entravar a melhoria do ambiente de negócios, em Moçambique, segundo ainda resultados da pesquisa da empresa KPMG.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!