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Auscultação aleatória sobre exercício da actual autarquia de Nampula

Na celebração do quinquagésimo terceiro aniversário da cidade de Nampula, decidimos proceder a uma auscultação aleatória acerca do desempenho da edilidade nesta reedição do seu mandato. Pois, as opiniões expendidas pelos munícipes de variados extractos sociais divergiram substancialmente. Enquanto determinada falange, presumivelmente correligionária, manifestou-se complacente, alegando que “a procissão ainda vai no adro”, que o período de exercício autárquico ainda se apresenta escasso e, portanto, inexequível para uma aferição consequente, parafraseando até, a título de exemplo, o velho ditado que observa que “Roma e Pavia não se fizeram num só dia”.

Outro grupo opinante desferiu críticas acerbas, contundentes e implacáveis, argumentando que a edilidade “empanturrou-se” com a renovação do mandato, deixando-se, por consequência, adormecer à sombra da “bananeira” plantada anteriormente. Que, entretanto, necessita de ser adubada e regada convenientemente para não definhar.

Os apelidados simpatizantes realçaram, em abono do renovado desempenho de Namuaca e respectivo elenco, a materialização de dezoito furos de água nos bairros de Natikiri e Mutauanha, construídos pela FIPAG, e a concretização da transferência da emblemática Feira Dominical dos terrenos adjacentes ao Estádio 25 de Setembro, onde funcionava provisória e precariamente, para a zona Muhala-Belenenses, no prolongamento da avenida Eduardo Mondlane.

Além do reforço da frota de recolha de lixo com dois camiões e três tractores adquiridos com fundos próprios do Conselho Municipal, no valor de cinco milhões e novecentos mil meticais. E a perspectiva de aquisição, a breve trecho, de cinco viaturas de tracção a quatro rodas para outros serviços. Por seu turno, os detractores subestimam os mencionados meios circulantes destinados a reforçar a frota de recolha de lixo, afirmando que se trata de uma aposta coméstica porque de pouca dura e que, tal como aconteceu anteriormente, não irá inverter uma nesga sequer do cenário degradante em que jaz o saneamento do meio, que continuará a coabitar perniciosamente com os citadinos.

Recordaram, a propósito, uma tentativa anterior em que vários camiões apropriados para o efeito, oferecidos por municípios portugueses no contexto de gemilagem, foram danificados prematuramente, em menos de um ano. Os confessos frustrados com a prestação da edilidade referiram-se, ainda, aos constrangimentos resultantes da progressiva degradação da qualidade de vida em muitas zonas urbanas e periféricas do município. Consubstanciados, essencialmente, na permanente degradação das vias de acesso, construções desordenadas, insuficiente abastecimento de água, erosão de solos decorrente do deficiente sistema de drenagem, recrudescimento da criminalidade e da poluição ambiental.

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