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Aumenta número de camiões que circulam com excesso de carga na EN4

A Estrada Nacional Numero Quatro (EN4) regista uma média diária de mais de cem camiões transportando carga acima do limite permitido por lei, o que concorre para a rápida degradação daquela estrada que liga a cidade de Maputo à sul-africana de Witbank.

A empresa sul-africana concessionária daquela estrada, a Trans African Consessions (TRAC), diz estar preocupada com o crescente número de camiões transportando carga acima do normal.

O controlo desse problema é dificultado pelo facto de os camionistas contornarem as duas básculas de controlo de peso dos camiões, optando por usar vias alternativas que passam pelos bairros residenciais e impróprias para a circulação de veículos de grande tonelagem.

Falando, esta Quarta-feira, em conferência de imprensa convocada para manifestar essa preocupação, o gestor de Controlo de Carga da TRAC em Moçambique, Bachir Calia, disse que de Janeiro a Março deste ano, foram autuados 7.300 veículos por transportar carga acima do peso normal.

“Mesmo assim, são poucos os camionistas que se fazem a balança, já que a maioria foge, passando por estradas alternativas”, disse Calia.

Ao longo da EN4, no Município da Matola, a TRAC montou um dispositivo de monitoria de veículos com excesso de carga no bairro de Mahlampswene, ao longo da via, e um outro, o segundo, nas imediações da báscula, colocada na zona da antiga Texlom.

Segundo Calia, dados fornecidos por estes dispositivos indicam que cerca de metade dos veículos que passam pelo primeiro dispositivo, para quem vem da vizinha África do Sul, contornam a báscula.

O representante da TRAC em Moçambique, Fenias Mazive, disse que a manutenção de rotina da EN4 custa uma média de 10 mil dólares por quilómetro por ano. Esta manutenção inclui pequenos buracos, sinalização, entre outras obras de pequena dimensão.

“Esses custos (de manutenção de rotina) excluem os de manutenção periódica, que variam com o nível dos danos, podendo custar entre meio milhão de dólares ou entre três e quatro milhões de dólares por quilómetro”, disse Mazive.

Além de agravar os custos de manutenção de estradas, este problema também acelera a degradação das já precárias condições de transitabilidade das ditas vias alternativas, colocando em risco a vida das famílias residentes nos bairros onde se encontram.

A fraca fiscalização lesa o Estado ao não conseguir multar os prevaricadores. As multas para este tipo de infracções variam de 2.600 meticais (pouco menos de mil dólares americanos) a 50 mil meticais, em função da gravidade do problema.

Isso é agravado pelo facto de os operadores sul-africanos preferirem mais usar a via rodoviária para chegar ao Porto de Maputo, por ser mais barata que o transporte ferroviário para o mesmo destino.

Esta situação deve-se a medidas das autoridades sul-africanas que tornam mais caro o uso da linha-férrea para o Porto de Maputo, uma medida que visa encorajar os operadores a utilizar o Porto de Durban, naquele país.

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