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Atiradores matam 5 soldados perto do Canal de Suez e uma explosão mata 2 pessoas no Sinai

Homens armados mataram cinco soldados, esta segunda-feira (7), perto de Ismailia, cidade egípcia que fica às margens do Canal de Suez, segundo as fontes de segurança. Noutro incidente, uma explosão atribuída a um carro-bomba deixou dois mortos e 48 feridos no sul da península do Sinai.

No domingo, dezenas de pessoas morreram em confrontos envolvendo forças de segurança, partidários da Irmandade Muçulmana e seus oponentes, num sinal da fragilidade da situação de segurança desde que o Exército depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi, em Julho.

Em entrevista publicada na segunda-feira, o comandante do Exército, general Abdel Fattah al-Sisi, disse que desde Fevereiro vinha alertando Mursi de que o seu governo havia fracassado, o que levaria cinco meses depois à deposição do primeiro presidente eleito livremente na história egípcia.

A tensão política no Egito desde a deposição de Mursi pelos militares tem assustado os investidores estrangeiros e prejudicando o turismo, um pilar da economia nacional. Não há sinal de reconciliação possível entre a Irmandade Muçulmana e o governo instalado pelos militares.

Ataques às forças de segurança têm se tornado comuns nos últimos meses, especialmente no Sinai. A 15 de Setembro, um porta-voz militar estimou que mais de cem policiais e militares já haviam sido mortos por militantes inspirados pela Al Qaeda.

No incidente da segunda-feira, soldados foram alvejados quando estavam sentados num carro perto do canal de Suez, rota estratégica para a navegação comercial global. No incidente mais ousado do dia, militantes atiraram uma granada de propulsão contra a sede de uma TV estatal transmitida via satélite, no bairro de Maadi.

Duas pessoas ficaram feridas, segundo as fontes de segurança. O domingo foi um dos dias mais sangrentos no Egito desde que os militares depuseram Mursi. Na segunda-feira, o número de mortos pelos confrontos chegou a 53, segundo a imprensa estatal, mas as ruas voltaram à calma.

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