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Atentados no Iraque matam 21 pessoas e ferem mais de 100

Bombas detonadas, esta Quinta-feira (28), em Bagdad e arredores mataram pelo menos 21 pessoas e feriram mais de 100, segundo as fontes hospitalares e de segurança, como parte de um mês sangrento que desperta temores de um retorno do país a um conflito sectário.

A tensão no Iraque é elevada desde Dezembro, quando os Estados Unidos retiraram as suas tropas do país.

Crises políticas entre xiitas, sunitas e curdos agravam as preocupações. No pior incidente, pelo menos oito pessoas morreram e 30 ficaram feridas na explosão duma bomba num táxi estacionado na entrada de um mercado em Washash, bairro de Bagdad com maioria xiita, segundo a polícia.

“Havia corpos espalhados por todo o lado. Vidros e legumes cobriram todo o lugar”, disse o policial Ahmed Nouri, que fazia uma patrulha nos arredores na hora do atentado.

A maioria das vítimas era de vendedores que estavam a expor as suas mercadorias no início do dia, antes da chegada dos clientes.

A violência no Iraque diminuiu sensivelmente desde o auge dos conflitos sectários de 2006-07, mas os insurgentes continuam capazes de realizar ataques letais.

Quase 200 pessoas foram mortas desde o início de Junho no país, em ataques que têm como alvo principalmente mesquitas e peregrinos xiitas.

O incidente mais grave aconteceu a 13 de Junho, quando mais de 70 pessoas foram mortas num ataque contra peregrinos xiitas.

Os adversários do primeiro-ministro Nuri al-Maliki acusam-lhe de tentar consolidar o poder à custa dos outros grupos sectários.

O líder xiita tem enfrentado a oposição de grupos sunitas, curdos e alguns xiitas que tentam organizar um voto parlamentar de desconfiança contra ele.

Maliki disse, Quarta-feira, irá convocar eleições antecipadas se os outros partidos políticos recusarem-se a negociar uma solução para um impasse no governo de unidade nacional, o que ameaça agravar ainda mais as tensões sectárias.

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