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Atentados da Quinta-feira em Damasco causaram 90 mortes

Noventa pessoas morreram em quatro atentados, Quinta-feira (21), ao redor de Damasco, tornando-o um dos dias mais sangrentos na capital síria desde a início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad há quase dois anos, disse um grupo de monitoramento da violência no país.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citando números que disse terem sido compilados a partir de hospitais e outras fontes médicas, disse, esta Sexta-feira, que pelo menos 60 pessoas foram mortas na explosão de um potente carro-bomba no distrito central de Mazraa, perto da embaixada da Rússia e de escritórios do partido Baath, de Assad.

As outras pessoas foram mortas em três atentados coordenados no distrito de Barzeh, a nordeste, segundo o grupo sediado na Grã-Bretanha. A mídia estatal síria colocou o número de mortos no atentado de Mazraa em 53, além de 200 feridos.

Os activistas e as autoridades disseram que a maioria dos mortos era de civis, incluindo crianças. Além da violência na capital, mais de 200 pessoas foram mortas noutros lugares, incluindo nos subúrbios de Damasco, e nas cidades de Deraa e Aleppo, totalizando quase 300 mortos na Quinta-feira – um dos mais altos num único dia desde o começo do conflito, segundo o Observatório.

A ONU diz que 70 mil pessoas morreram no conflito da Síria, o mais sangrento e mais prolongado dos levantes que abalaram o mundo árabe nos últimos dois anos. A Rússia, aliada incondicional de Assad, acusou os Estados Unidos, esta Sexta-feira, de ter padrões duplos sobre a violência na Síria, dizendo que Washington havia bloqueado uma declaração do Conselho de Segurança da ONU condenando a explosão em Mazraa.

“Vemos uma tendência muito perigosa dos nossos colegas norte-americanos para afastar-se do princípio fundamental da condenação incondicional a qualquer acto terrorista, um princípio que assegura a unidade da comunidade internacional na luta contra o terrorismo”, disse o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Não houve reivindicação de autoria dos ataques da Quinta-feira, mas o grupo rebelde Al Jabhat Nusra, ligado à Al Qaeda, assumiu a responsabilidade de dezenas de ataques, ano passado, incluindo bombardeios devastadores em Damasco e Aleppo.

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